Magazine Luiza reverte prejuízo de 2015 em lucro em 2016

Companhia consegue aumentar as vendas em 8,3% no ano passado, com destaque para o canal de e-commerce da companhia. Confira

A rede de varejo eletroeletrônico Magazine Luiza conseguiu registrar lucro ajustado em 2016, de R$ 104,5 milhões, depois de somar um prejuízo ajustado de R$ 47,2 milhões no ano anterior.
É que em 2016, a companhia conseguiu aumentar significativamente as vendas, em 8,3% em relação a 2015, para R$ 11,3 bilhões. Considerando as mesmas lojas, aquelas abertas há mais de 12 meses, o aumento foi de 6,6%.
A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!
Ao contrário da média do varejo, a companhia não reduziu o número de lojas. A rede fechou 2016 com 14 lojas a mais do que em 2015, somando 800 operações.
Outro destaque da companhia foi o endividamento líquido, que caiu em R$ 353,2 milhões. A dívida líquida ajustada passou de R$ 488,9 milhões em dezembro de 2015 para R$ 135,6 milhões em dezembro de 2016.
No quarto trimestre do ano passado, a companhia apresentou aumento nas vendas na ordem de 14,3%, com lucro de R$ 47,7 milhões. No período, as vendas em mesmas lojas ficaram 13,6% maiores.
No ano passado, a empresa investiu R$ 124,3 milhões, sendo 56% dos investimentos destinados para projetos de tecnologia e logística em função da estratégia de transformação digital em andamento.
E-commerce
O canal digital da companhia apresentou crescimento de 32,2% em 2016, contra um aumento de 9,8% registrado em 2015. No quarto trimestre, as vendas do e-commerce atingiram um recorde de 26,3% nas vendas totais da empresa, por crescer 41,4% no último período do ano. Segundo a empresa, o porcentual é o maior já registrado.
Segundo a empresa, esse crescimento deve-se ao aumento do tráfego e das vendas dos canais mobile, principalmente do app, que já conta com 4,5 milhões de downloads; aumento das vendas nos mercados atendidos pelos 9 Centros de Distribuição regionais, já totalmente integrados desde 2014; aumento da conversão reflexo da ampliação da utilização do sistema proprietário de recomendação; do crescimento da venda de novos canais e da Black Friday.
Para este ano, a empresa segue com foco na estratégia digital, com foco na multicanalidade, inclusão digital, digitalização das lojas físicas e plataforma digital.
“O sucesso da nossa empreitada digital depende de crença, consistência e persistência, entre vários outros fatores. Mas temos a convicção de que nenhum deles é tão crítico quanto a capacidade de desenvolver uma cultura corporativa digital. Essa cultura, parte do DNA das empresas da Era da Internet, pressupõe velocidade para fazer as mudanças necessárias, coragem para correr riscos, disposição para cometer erros e humildade para assumi-los e corrigi-los rapidamente”, disse a empresa em relatório.
“Envolve também tranquilidade para operar permanentemente em beta e, assim, evitar o fantasma da obsolescência. A capacidade de desenvolver, dentro da própria empresa, tecnologias que serão a base da operação é fundamental. Numa companhia de alma digital, a tecnologia deixa a periferia da operação, se desloca para o centro – e passa a ser vista como o cérebro dos negócios”, considera a empresa.






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS