Gênero ou competência: o que separa as mulheres dos cargos de gestão?

Segundo o IBGE, o nível de escolaridade feminina já ultrapassa o dos homens. Mesmo assim, elas continuam distantes dos cargos de gestão

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No dia 8 de março, mulheres costumam ganhar flores. Esse é o dia em que a maioria das pessoas procura ignorar o machismo e as vantagens dos homens no mercado de trabalho e na sociedade de uma maneira geral. Contudo, nos outros dias do ano, a vida segue igual: elas seguem ganhando menos – mesmo quando produzem mais – e continuam cuidando os filhos e da casa como se “não fizessem mais do que a própria obrigação”.

Nesse contexto, é evidente que o desafio de conquistar respeito, credibilidade, confiança e recompensa no ambiente de trabalho não terminou. Aliás, essa é uma das questões mais discutidas quando se fala sobre “empoderamento feminino” – junto, é claro, com outras questões geradas pela cultura machista.

De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de escolaridade feminina já ultrapassa o dos homens. Contudo, quanto mais elevados são os cargos dentro das empresas – em termos de nível hierárquico – menor é a participação feminina.

Análise

Ao avaliar esse contexto, Viviane Narducci, diretora da Narducci Consulting, PHD e Mestre em Administração de Empresas pela Escola de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EBAPE –FGV), aponta que mais do que buscar espaço no mercado de trabalho, é preciso enxergar com naturalidade as mulheres em posições de lideranças nas grandes organizações do país.

Segundo estudo realizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no que diz respeito ao gênero, os homens ocupam 68,7% dos cargos gerenciais, comparados com 31,3% das mulheres. Em outras funções executivas a diferença ainda é maior, os homens estão presentes em 86,4% e as mulheres em 13,6% em posições de direção e presidência.

“As posições hierárquicas mais elevadas, como os cargos de gerência e direção, demandam competências que independem de gênero. Assim como a remuneração, também, não deveria depender de gênero, mas de resultados”, diz Viviane. Nos conselhos administrativos, a diferença ainda é mais gritante: 89% de participação masculina, em relação aos 11% de participação feminina.






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