É Carnaval no Texas: começa o SXSW 2017

Poucos eventos no mundo engajam tanto uma comunidade como SXSW. Talvez nem mesmo o Carnaval brasileiro

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O SXSW não é apenas um evento. É um movimento. Seu propósito é ser um momento de realização para todas as pessoas que, de alguma forma, fazem da criatividade seu propósito e sua causa, além de seu trabalho. E é incrível ver como a comunidade local se engaja esse evento. O SXSW é uma companhia “que pensa à frente” e está sempre à procura de pessoas com mentes brilhantes. O evento de mesmo nome é uma celebração da capacidade criativa das pessoas, em todos os níveis: arte, música, cinema, comédia, tecnologia, comportamento e interatividade, bem como a convergência de todas essas formas de manifestação cultural.

A cidade de Austin inteira parece fazer parte desse evento que acontece sempre no mês de março, desde 1987. É como se quisessem dizer: “esse evento tão incrível, que recebe dezenas de milhares de pessoas, só pode acontecer aqui”. Como no Carnaval brasileiro, milhares de cidadãos trabalham como voluntários, em muitos casos somente pela satisfação de acolher, compartilhar e fazer parte de um evento que é uma causa. Mas, ao contrário do nosso Carnaval, no qual a alegria e a permissividade oscilam entre o postiço e o explícito, aqui o engajamento se dá pela possibilidade de celebrar a capacidade humana. É o tipo de evento que Ayn Rand (autora do clássico obrigatório do objetivismo, “A revolta de Atlas”), descontando o apelo politicamente correto, adoraria.

Durante dez dias esta cidade exala alegria, colaboração, envolvimento. Gera negócios e mostra que diferentes culturas podem conviver e trabalhar com um mesmo objetivo. O SXSW é um exercício de civilização e uma aula de globalização. Não aquela que é contestada por derrubar empregos e mostrar a face temerosa da tecnologia. Mas sim da globalização que se propõe a criar inovações e a compartilhar ideias comuns e que inspirem culturas diversas.

Detalhe: aqui, a tecnologia e a interação humana combinam-se de modo especial. Comprar ingressos on-line, interagir usando o incrível app do evento, fazer conexões pessoais ou pela rede social é bastante simples. A jornada do participante foi tão bem desenhada, que milhares delas funcionam a contento. “Não há duas jornadas idênticas neste evento”, diz Roland Swenson, CEO e co-fundador do SXSW. É um exemplo extraordinário do poder da e-commercização, que você poderá conhecer em detalhes na nossa edição de março de Consumidor Moderno, especial do Dia do Consumidor e de aniversário da revista.

Enquanto isso, o Carnaval do RJ, aquele autoproclamado “maior espetáculo da Terra”, vende ingressos por fax (isso mesmo, fax) e vê carros alegóricos desabarem na avenida…

*Jacques Meir é Diretor de Conhecimento, Conteúdo e Comunicação do Grupo Padrão

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