Não faça negócios, faça amigos: esqueça tudo o que você sabe sobre networking

Uma das primeiras palestras do SXSW começa destacando o poder da comunidade. E ressalta: o antigo modelo de networking perdeu espaço para a empatia

Três vozes que se engajaram na causa de construir comunidades: foi assim que começou a programação de uma das dezenas de salas disponíveis no SXSW. O painel, que começou como uma troca de ideias e terminou como uma boa conversa, trazia um grande desafio: afinal, qual é a diferença entre construir uma comunidade e simplesmente fazer uma reunião regada a taças e petiscos? As duas experiências podem parecer parecidas, mas questão é que o networking – puro e tradicional – está perdendo espaço.

“Crie amizades ao invés de fazer networking. É mais eficiente, dura mais, não acontece apenas pela expectativa de retorno”, comenta Zoha Shafiq, cofundadora e organizadora da fresh2design, grupo dedicado a construir uma comunidade de designers e desenvolvedores da próxima geração. “Às vezes é uma luta difícil, dá vontade de desistir, mas basta buscar outras perspectivas para seguir em frente”.

Como exemplo de como uma comunidade deve funcionar – e de como elas devem se diferenciar do modelo tradicional de trabalho –, ela conta a história de um designer que conheceu. Na ocasião, ele estava sem rumo, sem nenhuma ideia do que fazer no dia seguinte. E encontrou a solução: incluído na comunidade, ele se transformou em referência, desenvolveu trabalhos incríveis, passou a fazer mentorias. Aprendeu com a comunidade, ensinou para a comunidade.

Liderança

Mas, afinal, qual é o interesse em criar uma comunidade? Ben Thoma comenta que “o foco é ajudar pessoas”. Ele é fundador local do CreativeMornings – iniciativa que realiza eventos de música ao vivo, além de palestras no modelo do TED e cafés da manhã – e não nega que, pessoalmente, sabe que outras pessoas podem fazer o que ele faz, mas gosta de estar liderando e estar entre os responsáveis pelos resultados.

Nesse sentido, para quem quer começar uma comunidade – ou para empresas que querem funcionar como uma –  não fica para trás a sugestão de buscar um ambiente amigável. “Começa com reconhecimento de marca, envolvimento, tornar se conhecido e, é claro, com o apoio a outras comunidades”, conclui Bryan Jackson, designer, co-creator da Spec Network, por meio da qual encontra recursos para uma comunidade de mais de cinco mil desenvolvedores e designers.

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