Em SP, setor de serviços começa 2017 em alta

Dados contabilizados pela FecomercioSP mostram que o segmento conseguiu interromper uma queda de 17 meses consecutivos. Entenda os números

Em São Paulo, o setor de serviços começa 2017 com uma nova perspectiva. Depois de 17 meses de quedas consecutivas, o segmento iniciou 2017 com alta de 2,3% no faturamento real na comparação com janeiro do ano passado, alcançando R$ 27,4 bilhões no mês, cerca de R$ 629,3 milhões superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. É o que apontam dados coletados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo.
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Das 13 atividades avaliadas, cinco registraram crescimento no faturamento real em janeiro, no comparativo com o mesmo mês de 2016. Os destaques ficam para os serviços de agenciamento, corretagem e intermediação (32,1%), saúde (21,5%) e Simples Nacional (5,8%) que, em conjunto, contribuíram com 4,8 pontos porcentuais (p.p.) para o bom desempenho geral do setor de serviços paulistano.
Ao mesmo tempo, houve algumas baixas expressivas. Os resultados negativos mais impactantes do mês foram vistos nas atividades de construção civil (-20,5%), técnico científico (-18,1%) e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-16,1%), que juntas, impactaram em – 1,9 p.p. para o resultado geral.
A FecomercioSP reforça que a alta das receitas registrada em janeiro ainda não é suficiente para sinalizar a recuperação do setor de serviços na cidade de São Paulo. No acumulado em 12 meses, o setor registra queda de 2,7% nas receitas. Esse porcentual é menor do que o apurado no mês anterior (-3,4%), e vem se desacelerando desde setembro de 2016.
Mesmo assim, é possível vislumbrar sinais de melhora. As quedas da inflação e dos juros e os indícios de recuperação na produção industrial são os principais fatores. Para a entidade, uma recuperação cíclica consistente somente será viabilizada quando os indicadores de emprego e renda começarem a mostrar, de fato, uma melhora sólida – algo que não deve acontecer no curto prazo.




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