A prova do futuro: moda para Millennials

Rebecca Minkoff é uma queridinha da nova paisagem do varejo nos EUA. Vimos no Shoptalk o que podemos aprender com esse case

Las Vegas (EUA) – Há três anos, Rebecca Minkoff começou a se destacar como um case do varejo americano. Com uma loja em Nova York, que aliava soluções tecnológicas elegantes e um impecável nível de serviço, rapidamente a marca ganhou projeção e tornou-se referência de varejo inovador.
Mas um ângulo ainda não estudado com atenção compreende justamente de que forma a marca, a experiência, o negócio Rebecca Minkoff foi pensado para atender aos consumidores millennials. Sim, os mimados, inconstantes, irrequietos, conectados, agitados e ansiosos consumidores que estão por volta dos 30 anos. O Soptal trouxe um painel com Uri Minkoff, CEO e Co-Fundador da marca de moda que virou moda, com o tema: “A prova do futuro: construindo uma marca de moda para os consumidores millennials”.
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Uri destaca a primeira coisa que se deve levar em conta para entender Rebecca Minkoff: a experiência. Isso porque tudo no negócio é pensado para facilitar a vida do cliente, basicamente aquele que é dono do millennial mindset, aprimorar a maneira de comprar e vender.
Repensar o momento do checkout em função da jornada do cliente e eliminar pain points é uma obsessão da loja. Na mesma linha, Rebecca Minkoff acredita no poder das parcerias. Grandes ou pequenas, a ideia geral é desenvolver tecnologias e habilidades que melhorem continuamente a qualidade da operação. Não por acaso, a empresa anunciou a criação de um fundo voltado para o desenvolvimento de tecnologias no varejo. O foco da marca é realmente fazer da tecnologia uma forma de manter conexão constante com os consumidores millennials que demandam um estilo de moda associada de forma completa à tecnologia.
O uso de Inteligência Artificial pela rede traduz-se em ter domínio da informação de forma absolutamente confiável e sem fricção. Uri mostrou como o uso da assistente virtual Alexa permite a ele saber qualquer dado de faturamento ou de venda da rede em tempo real. A informação disponível e devidamente consolidada facilita a operação.
O modelo de negócio dissemina o estilo da marca por diversas localidades, criando conteúdos que trabalham sua imagem de inovadora. Uri defende que o processo de transformação do negócio é constante e intenso. Nos últimos dois anos, a empresa reorganizou completamente o negócio, adotando modelos baseados em testes, avaliações e reações, e também mudaram a fluidez da tecnologia, o jeito de pensar estoques e produtos. Rebecca Minkoff adotou velocidade e o uso de influenciadores para aumentar dramaticamente a disseminação do conteúdo, que hoje faz a diferença da marca.
O CEO diz que a gestão da informação do cliente é importante, decisiva. Ele acredita que, em um mundo hiperconectado, provavelmente com a presença maciça de IoT, entender o cliente a partir de tanta informação é essencial. Ora, se um Game como Pokemón Go gera tanto frisson em uma temporada, isso demonstra que as pessoas não querem necessariamente mais bolsas. Elas querem uma nova emoção associada à bolsa. Essa é a informação importante e não aquela que discute modelos de bolsa. Um acessório conectado, que permite ao cliente ter acesso a novas jornadas, novas experiências, novas pessoas, ofertas. Não se trata de simplesmente usar uma bolsa. A chave é recriar experiências e proporcionar novas emoções continuamente.
Exatamente o tipo de emoção e sensação que os millennials procuram.
Rebecca Minkoff é uma marca de moda com cabeça millennial. E com a crença absoluta de que a loja é outra coisa hoje em dia, sem muita semelhança com o que já foi.
Acompanhe a cobertura do Shoptalk 2017 aqui no Portal NOVAREJO por meio da #nvnoshoptalk. A cobertura completa do evento você confere na revista digital NOVAREJO, bem como nas redes sociais.




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