GIF animado é uma arma mortal?

Tudo indica que sim, segundo a opinião do Grande Juri do Texas, nos EUA. No entendimento da Justiça ianque, a animação pode ser tão mortal “quanto uma arma ou faca”. Entenda

Shutterstock

O Departamento de Justiça dos EUA e o Grande Júri de Dallas emitiram acusações na segunda-feira contra John Rayne Rivello. A curiosa acusação: ele teria usado intencionalmente uma animação de Graphic Interchange Format, mais conhecido como GIF, para provocar uma crise epiléptica contra Kurt Eichenwald, um conhecido jornalista da revista Newsweek.

A acusação do grande júri refere-se ao GIF como uma “arma mortal”, juntamente com um tuíte, um “dispositivo eletrônico” e as mãos de Rivello. Eichenwald, que tem epilepsia, disse que o tuíte enviado por Rivello em dezembro do ano passado causou-lhe ter um ataque.

Investigadores do FBI obtiveram um mandado de busca para o relato de Rivello, no qual ele supostamente colocou sob o nome de Ari Goldstein e usou o identificador @jew_goldstein, e disseram que encontraram uma série de mensagens diretas que justificaram as intenções de Rivello.

Uma das mensagens chegou a conter a seguinte mensagem: “Espero que isso cause uma convulsão”. Especialistas ouvidos pela NBC afirmam que esse é o primeiro ataque físico contra uma pessoa a partir de um GIF.

“Não tenho conhecimento de que alguém foi processado criminalmente por isso”, disse o advogado de defesa Tor Ekeland, que representa clientes acusados de crimes cibernéticos federais a NBC News.

A acusação tem como fundamento em uma lei federal conhecida como “cyberstalking” norte-americana e associada a chamada Primeira Emenda Constitucional ianque. Em linhas gerais, a legislação incrimina quem usa esse meio de comunicação com a intenção de matar, ferir, assediar ou intimidar. No entanto, a lei é usado como vingança pornográfica ou ameaça via e-mail, por exemplo.

Com informações da NBC




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS