Conheça um negócio de US$ 30 bilhões: o comércio social

Um fenômeno global que envolve a combinação do e-commerce e das rede sociais é um dos negócios mais promissores do mundo. Confira

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“No mobile, no meeting” (sem celular, sem encontrar, em tradução livre). Dessa forma, Jim Squires, Diretor de Operações de Mercado do Instagram, definiu a força do comércio social no Shoptalk. O celular integra e faz as pessoas se encontrarem e mais, faz marcas serem encontradas e se reunirem com as pessoas. Mais de 84% dos clientes procuram saber o que comprar e tomam decisões fazendo buscas em seus smartphones.
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Mas afinal o que é comércio social? A ideia central é motivar e participar de conversas entre pessoas que se interessam por marcas e produtos, na forma de conteúdo e do poder de influenciadores, profissionais de conteúdo ou meramente com grande número de seguidores, e que podem atender a objetivos de varejo. A venda acontece de modo rigorosamente natural, recomendado, sem fricção ou desconfiança.
O painel “O futuro do comércio social”, no Shoptalk, discutiu as oportunidades geradas pelo comércio social, o uso de influenciadores que conseguem transmitir e falar sobre marcas e produtos de modo espontâneo. O compromisso emocional dessa nova modalidade traz também novos desafios porque envolve um contexto profundamente humano. Os participantes do painel, além de Jim Squires, foram Lockie Andrews, CEO da Catalyst Consulting, Suzane Hader, CMO da varejista Halston e Grian Monahan, Head de Estratégia de Verticais do Pinterest, falaram abertamente sobre o incrível poder do comércio social.
As empresas parecem entender que o mundo está mudando e, mais do que nunca, compreender a jornada do consumidor e entender como as marcas trabalham em diversas plataformas é essencial. Jim Squires diz que o mobile permite às empresas mapear completamente a jornada do cliente. Considerando valores e proposta de marca, Brian Monahan diz que uma plataforma como o Pinterest permite criar conversações em diversos níveis, com grupos voltados para produtos, marcas, usos.
Lockie Andrews abordou um ponto importante: a “onda” que faz empresas esquecerem o marketing tradicional. Segundo a CEO, muitas empresas afirmam que tudo é social, que devem buscar influenciadores e então destinar esforços somente para plataformas e tecnologias que capacitem o social commerce. Mas Suzane Hader diz que influenciadores também podem criar atritos e nem sempre trazem os resultados desejados. Fomentar conversações em redes e comunidades pode funcionar muito bem.
Brian Monahan diz que a nova pesquisa do Pinterest é criar formas que permitam aos usuários encontrar o que procuram sem usar palavras, trabalhando a imagem como a informação essencial, ampliando o alcance e as possibilidades de engajamento. Jim Squires concorda, na medida em que pensar na imagem faz sentido em um raciocínio mobile first. Suzane diz que pensar na imagem também condiciona as empresas a criar continuamente alternativas que possam atender às expectativas dos consumidores.
E quais as perspectivas para o futuro do comércio social? Para o Pinterest, a ideia é sempre fazer as pessoas encontrarem as coisas que adoram. Para o Instagram, prover flexibilidade é o caminho, ocupar a janela entre a imagem do produto e o pagamento e aprimorar a experiência do cliente no app.
De todo modo, fomentar a venda por meio de relacionamento e conversação é agora uma ferramenta a mais no portfólio de soluções disponíveis para aumentar vendas e, melhor ainda, para criar uma comunidade em torno de marcas de varejo. Principalmente em uma era repleta de consumidores que fazem do mobile seu acesso para o mundo, para os amigos e para atender aos desejos e aspirações.
Acompanhe a cobertura do Shoptalk 2017 aqui no Portal NOVAREJO por meio da #nvnoshoptalk. A cobertura completa do evento você confere na revista digital NOVAREJO, bem como nas redes sociais.




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