Se a economia melhorar, o compartilhamento vai continuar?

Com a crise, o brasileiro abraçou a economia compartilhada. A adesão a essa tendência mundial vai se manter mesmo se o consumo retornar?

Após a crise mundial de 2008, um conceito ganhou notoriedade: a economia compartilhada, cujo ecossistema é formado por empresas com modelo de negócios baseado no aproveitamento de bens. Naquele momento, os indivíduos passaram a questionar o modelo de consumo existente e procurar formas alternativas para vender, alugar ou compartilhar o que têm – não importa o que. Com base nessa ideia é que surgiram grandes unicórnios, como Uber e Airbnb.
Na América Latina, o Brasil concentra 32% das empresas desse tipo e é líder do continente, segundo o Relatório de Economia Colaborativa na América Latina, produzido pela IE Business School em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério da Economia e Competitividade do Governo da Espanha. Em um momento de recessão econômica, em que o consumidor passa a buscar alternativas para economizar, as ferramentas desse nicho tendem a ganhar ainda mais notoriedade. A OLX, ícone das plataformas de classificados, por exemplo, vendeu 4,4 milhões de produtos em 2016 somente na categoria Moda e Beleza– um crescimento de 263% com relação a 2015. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional encolheu 3,6%.
Contudo, o cenário não é mais de recessão e os índices mostram que o País caminha para uma retomada econômica. Nesse cenário, uma pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) junto ao SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostra que, caso a retomada se confirme, apenas 22% dos consumidores entrevistados pretendem manter as medidas de controle financeiro que adotaram durante a crise. A pergunta que fica é: qual será o impacto desse comportamento nos modelos de negócio baseados em economia compartilhada? Veja a análise completa na revista digital NOVAREJO.






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