Saraiva fecha o ano com prejuízo de quase R$ 50 milhões

Companhia não teve um ano bom e reverteu o lucro líquido de 2015 em prejuízo em 2016, com queda na margem. Veja o desempenho da empresa

Mais uma notícia ruim para o varejo: a Saraiva encerrou 2016 com prejuízo líquido de quase R$ 50 milhões em 2016, revertendo, assim, o lucro líquido de quase R$ 239 milhões de 2015.
O recuo nos indicadores da empresa foi quase generalizado, com queda líquida de 2% nas vendas. A queda só não foi maior por conta do desempenho do e-commerce, que verificou aumento de 3,7% nas vendas e encerrou 2016 com participação de 32,5% nas vendas totais da empresa.
A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!
Nas lojas físicas, o cenário é de recuo de 4,4%. Em mesmas lojas – aquelas abertas há mais de 12 meses, a queda foi de 4,5% em 2016. Com isso, a margem líquida da empresa caiu 2,9% no acumulado do ano.
“Logo após a definição do processo de venda da operação editorial ocorrida em 2015, iniciamos um robusto projeto de transformação da Saraiva. Na primeira fase, desenvolvemos planos de ação apoiados em pilares estruturantes que entendemos serem decisivos para o sucesso da estratégia de nossos negócios: Experiência do Cliente, Gestão de Estoques, Nível de Despesas, Instrumentos de Gestão e Engajamento dos Colaboradores”, disse a companhia em relatório.
“Nesta etapa, o principal foco foi no engajamento e inclusão da cultura de projetos multidisciplinares orientados ao resultado”, informou a empresa. De fato, no ano passado, a empresa impôs esforços para aprimorar a rentabilidade e a geração de caixa a partir de um diagnóstico com visão 360 graus e uma série de iniciativas para melhoria da eficiência operacional.
Apesar dos resultados ruins, a companhia conseguiu angariar números positivos: ganharam market share nas categorias livros, telefonia e games. Além disso, a Saraiva conseguiu reduzir as despesas operacionais em 2,6%, em números nominais.
O serviço de Click & Collect, em que o cliente compra no e-commerce e recebe onde for mais conveniente, cresceu 13,1% no passado. Nas lojas, a companhia ampliou a oferta de serviços e melhoria da experiência, com a inclusão de novas parcerias de Cafés com renomados operadores e o fortalecimento dos serviços de Assistência Técnica Apple (presente em 14 lojas) e do serviço de Troca Inteligente (existente em 81 lojas).
No final do ano passado, a empresa também concluiu a venda da operação editorial, com o recebimento de R$ 22 milhões relativos à última parcela que estava depositada em garantia de ajuste de preço.
Ao todo, a empresa efetivou investimentos de R$ 29 milhões, contra R$ 22 milhões no ano anterior. A empresa fechou o ano com 113 lojas – apenas uma a menos que o registrado no ano anterior.




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS