A burocracia está vencendo a economia compartilhada?

A prefeitura de São Francisco, nos Estados Unidos, e o site Airbnb teriam fechado um acordo que contraria uma premissa da economia compartilhada. Entenda

Imagem ilustra matéria sobre a economia compartilhada e a burocracia. Crédito: Shutterstock

As startups inseridas no contexto da economia compartilhada nunca foram amistosas a ideia de submissão a uma regulação ou até mesmo as burocracias. Que o diga o Uber ou até mesmo o antigo Napster e suas divergências (na Justiça) com a indústria da música. Mas um acordo entre o Airbnb, site de compartilhamento de casas e apartamentos, e a prefeitura de São Francisco, nos Estados Unidos, reforça a ideia de que a burocracia estaria vencendo a queda de braço com essas empresas.

De acordo com o site da revista Wired, o acordo prevê a possibilidade da empresa remover as publicações de casas que não estejam registradas na prefeitura de São Francisco. Além disso, a inclusão de novos hóspedes dependeria de uma inscrição na administração pública local.

Além disso, caso o acordo tenha validade, a empresa estaria disposta a criar um um sistema no qual o dono da casa poderá fazer a inscrição na prefeitura dentro do hotsite do Airbnb. A funcionalidade já estaria disponível em 2018.

Briga na Justiça

Vale lembrar que não é a primeira vez que a prefeitura da cidade norte-americana tenta impor regras à empresa. No ano passado, a administração pública de São Francisco chegou a aprovar uma lei que exigia o registro de acomodações do Airbnb na prefeitura da cidade. Havia até mesmo uma multa em caso de descumprimento: US$ 1 mil por dia.

A empresa entrou na Justiça e o assunto em litígio. O acordo atual é parte dessa primeira tentativa de regulação do Airbnb.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o caso de São Francisco deve repercutir ao redor do mundo. A própria empresa já tem parcerias com as prefeituras de Barcelona, Londres e Amsterdã. Nessas cidades, não há obrigatoriedade pelo registro dos donos das hospedagens. Por outro lado, a empresa se mostra disposta a dialogar com o poder público – e isso muda o discurso da empresa. Seria o enfraquecimento dos princípios da economia compartilhada?

Com informações da Wired






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