45% dos empresários apostam que o faturamento de suas empresas crescerá

Dados do SPC Brasil e da CNDL trazem boas notícias sobre as expectativas dos empresários brasileiros. Confira os resultados

Tempo de leitura: 3 minutos

5 de maio de 2017

Alguns indicadores revelados pelo  Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) trazem algumas boas notícias. Uma delas é que a confiança está em alta. O Indicador de Expectativas, elaborado pelas instituições, traz alguns exemplos nesse sentido. Utilizado como um termômetro capaz de avaliar o que o empresário aguarda para o futuro, ele apresentou uma leve variação positiva em abril na comparação com março: 61,9 pontos em abril, ante 61,2 pontos em março.
Um dos principais aspectos, porém, é que 45% dos empresários acreditam que o faturamento de suas empresas deverá crescer nos próximos seis meses ou se manter estável (41%).  Apenas 8% que acreditam que suas receitas cairão. Os motivos para tal crença, porém, variam: entre os que esperam crescimento, 31% não sabem apontar a razão do otimismo, enquanto 24% apostam na melhora devido à busca de novas estratégias de vendas e 15% afirmam ter melhorado a gestão da empresa.
Quando o tema é a economia brasileira, quase a metade (48%) dos micro e pequenos empresários estão, de algum modo, confiantes. Quando essa análise detém apenas a realidade da sua empresa, o índice é maior e chega a 56% dos empresários consultados. O percentual de pessimistas com a economia e com os negócios é de 19% e de 11%, respectivamente.
Os motivos para acreditar em uma economia melhor, entretanto, não é explicada na maior parte dos casos: 44% não sabem dizer qual é a razão para o otimismo, apenas acreditam que coisas boas irão acontecer. Essa também é a principal razão para quem está otimista com o futuro de suas empresas, com 33% de citações. Entre os que estão otimistas com a economia, há também 22% de entrevistados que observam sinais de melhora no cenário macroeconômico. Entre os que enxergam um futuro positivo para as próprias empresas, 25% enxergam a boa gestão do próprio negócio como um fator de estímulo.

Confiança

As instituições apresentaram também o Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa que, no mês de abril, atingiu 51,3 pontos. O resultado representa um aumento de 13,4 pontos na comparação com o quarto mês de 2016. Na comparação com o mês anterior, a variação foi de 1,6 pontos – o indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais acima de 50 pontos, maior é a confiança; quanto mais abaixo, maior a desconfiança.
“A sondagem de abril coincidiu com um noticiário político extremamente negativo, mas também com a liberação de recursos do FGTS, a aceleração do ritmo de queda dos juros e o arrefecimento da inflação, que contribuem para abrandar o quadro recessivo”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Esse contraste explica, em parte, a dificuldade de o indicador consolidar-se acima do nível neutro.”

Cenário

Outro indicador apresentado pelo SPC Brasil e pela CNDL, o Indicador de Condições Gerais, avalia o retrospecto do micro e pequeno empresário sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos últimos seis meses. No mês de abril, esse dado atingiu 37,1 pontos. No mês anterior, o resultado havia sido 34,4 pontos.
Como o índice segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, significa que para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação econômica do país e de suas empresas vem piorando com o passar do tempo. Na abertura do indicador, tanto a avaliação regressa de seus negócios quanto da economia apresentaram crescimento na variação mensal. No primeiro caso, passou de 37,4 pontos para 40,2 pontos na escala. Já para o desempenho recente da economia, a mudança regrediu de 31,5 pontos para 33,9 pontos.
A maior parte (45%) dos empresários considera que a situação do seu negócio piorou nos últimos seis meses, ao passo que apenas 19% avaliam melhora dentro desse intervalo de tempo. Entre os empresários que passam por dificuldades, a maioria (68%) percebeu uma queda no volume de vendas como a razão da piora. Também foram mencionados o aumento dos preços de insumo, matérias primas e produtos (10%).
Para 57% dos micro e pequenos empresários o cenário econômico se deteriorou nos últimos seis meses, contra apenas 14% que visualizaram melhora.




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