Baixa renda compromete metade do que ganha com produtos financeiros

Durante o Recover Money 2017, a Serasa Experian apresentou pesquisa inédita sobre o cenário do mercado de crédito no Brasil

No Recover Money 2017, evento que debateu a recuperação de crédito e que aconteceu nesta semana, em São Paulo, a Serasa Experian apresentou um estudo inédito sobre o cenário do mercado de crédito no Brasil.
Os dados revelaram que 27% da população de baixa renda (que recebe até R$ 2 mil mensais) comprometem mais da metade dos ganhos com produtos financeiros, como crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial.
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De acordo com o estudo, entre os brasileiros de alta renda, o percentual de endividamento cai para 13%. O documento mostra que o cheque especial é utilizado por 12% na baixa renda, subindo para 18% quando avaliada renda acima de R$ 10 mil.
O levantamento considera cerca de 5 milhões de consumidores que aderiram ao Cadastro Positivo – “um instrumento que facilitará o mapeamento desse endividamento e ajudará empresas e consumidores na relação com o crédito de forma consciente e sustentável”, afirmou Júlio Guedes, diretor de decision analytics da Serasa Experian, executivo convidado para apresentar o estudo no evento.

Negativados e Inadimplentes

O estudo mostra que, entre os brasileiros negativados, a maioria está em débito com o banco/cartão de crédito (39%), seguido por financeiras e leasing (13%), empresas de serviços (12%), varejo (9%), água, energia e gás (9%) e outros (18%), sendo que a maioria dos negativados (69%) tem renda até R$ 2 mil.
Entre os inadimplentes, o estudo identificou que 49% dos consumidores que utilizaram empréstimo pessoal estão com dívidas em aberto no mercado. “Percebemos aqui que metade dos brasileiros que possui empréstimo pessoal está com problemas financeiros neste ou mesmo em um outro produto”, disse Guedes.
“Num cenário de 60 milhões brasileiros endividados, ou seja, 40% da população e cinco milhões de empresas endividadas, nada como ter um instrumento como o Cadastro Positivo para ajudar nessa recuperação”, avalia Guedes.

Bons exemplos

Nos Estados Unidos, o Cadastro Positivo levou a uma redução de até 43% na inadimplência. Para Guedes, trata-se de um desenvolvimento de consciência da sociedade para a importância dessa ferramenta.
“Ela é uma plataforma de informação. Hoje temos no Brasil 150 instituições diferentes enviando semanalmente dados sobre nossos clientes que já estão no Cadastro Positivo. São informações valiosas para projetar um crescimento sustentável do crédito no País”, avaliou.
Para Guedes, o Cadastro Positivo também é um instrumento não só para instituições financeiras, mas para empresas de serviços e educação, por exemplo. “São informações novas que auxiliam diversos segmento de mercado na oferta de crédito e conhecimento da sua base de clientes”, pontua.
O executivo afirma que “tendo o crédito como a principal alavanca econômica do Brasil, o Cadastro Positivo certamente trará um crescimento seguro e assimétrico para a economia brasileira”.
Como mensagem final ele faz um questionamento pertinente ao momento econômico do País. “Será que seu cliente prioriza a dívida com sua empresa?”. Para Guedes, este é o grande valor do Cadastro Positivo: um Raio-X da atividade econômica do consumidor e um instrumento de competitividade para empresas. “Conhecendo as nuances e números deste mercado todos saem ganhando”, disse. “O consumo se torna mais consciente e a criação de ofertas diferenciadas”, concluiu.

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