Falta de produtos em supermercados bate recorde e é o maior desde 2015

Índice da Nielsen e Neogrid mostra que a falta de produtos nas prateleiras do setor apresentou crescimento e passou para 13,93% em abril

A falta de produtos em supermercados cresceu de 13,55% em março para 13,93% em abril – o maior nível desde 2015, quando a Nielsen e a Neogrid iniciaram as medições.
“Como alguns produtos e marcas têm a mesma função para o consumidor, os supermercadistas decidiram realizar uma redução do mix e suspenderam as compras de certos itens”, explicou em nota Robson Munhoz, diretor de relacionamento com o varejo da NeoGrid.
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Segundo ele, o aumento tem relação direta com a decisão do setor de reduzir a oferta dos itens. A medida reflete a tentativa de diminuir os estoques no varejo – que seguem altos. Pesquisa da FecomercioSP mostra que quase metade dos varejistas segue com os estoques inadequados.

Estratégia

De acordo com Munhoz, outro motivo para a falta de produtos nas prateleiras é a recusa dos varejistas em comprar produtos que eles consideraram caros, mesmo os itens de alto giro. “Isso faz parte do jogo, é um processo normal de negociações entre varejo e indústria. E como havia a necessidade de capital em mãos, seguraram as compras”, disse.
Mas nem só o varejo mudou. O comportamento da indústria e do consumidor também mudou. “As empresas de manufatura reduziram a produção de alguns produtos, o que afetou o prazo de entrega ao varejo e resultou na falta de determinados itens”, disse Munhoz.
“Já o consumidor, diante da crise e do desemprego, procurou mais produtos em oferta, dificultando as previsões para manter os produtos na gôndola, e trocou os produtos normalmente consumidos por itens mais baratos, que não tinham demanda prevista pelo varejo e acabaram faltando”, explicou.
Apesar do intuito positivo para reagir ao momento econômico, Munhoz faz um alerta. “Se existe demanda e o produto não está na gôndola, varejo e indústria perdem vendas. O ideal é que haja colaboração entre as empresas para evitar faltas e excessos de estoque”.






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