27% dos cargos de gerência do varejo tiveram aumento de salário em 2017

O setor mantém a estabilidade do salário e até mesmo aumentou a remuneração dos profissionais mesmo com a crise econômica. Veja pesquisa

Pixabay

Um cenário de instabilidade econômica influencia todo o desenvolvimento dos negócios. Seus reflexos chegam até mesmo na remuneração dos profissionais. Segundo levantamento realizado pela Michael Page em 2017, oito em cada dez cargos do mercado em geral apresentaram remuneração estável ou em queda em relação ao mesmo estudo feito em 2015. O varejo, porém, reagiu de uma forma mais equilibrada. A empresa global é especializada em recrutamento de profissionais de média e alta gerência.
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Mesmo com o cenário complicado para muitos setores, o estudo aponta pequenos aumentos e uma estagnação de salários do setor comparado aos quadros levantados na edição anterior da pesquisa. A baixa de consumo decorrente da crise fez o segmento procurar uma melhor eficiência. Assim, aumentou a busca por profissionais capazes de combinar suas especialidades e estabelecer estratégias que possam contornar as adversidades da economia internacional.
Em média, 27% dos cargos de varejistas analisados pela consultoria apresentaram aumento. Os outros 73% mantiveram estabilidade no período e nenhum dos profissionais contabilizados apresentou queda em sua remuneração.
Um dos destaques é o aumento nos salários especificamente em empresas de médio e pequeno porte, ainda que os salários em empresas de maior porte ofereçam pacotes mais atrativos. De acordo com o estudo, a renda média de um diretor de loja do varejo alimentício de pequeno e médio porte subiu 56%; saltou de R$ 8 mil para R$ 12,5 mil.
“A busca por força contra a concorrência e a necessidade de também atrair profissionais capazes de desenvolver novas estratégias e soluções fazem com que as empresas menores do varejo também deixem seus salários cada vez mais atrativos”, explica Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page.

Quadro geral

Para se ter uma ideia da situação do mercado, 13 de 15 setores estão com remunerações estáveis ou em queda. O segmento que mais sofreu é o de Supply, Engenharia, Petróleo e Gás, Propriedade e Construção, com 100% dos cargos atingidos por remuneração estável ou de perda salarial. Em segundo vem Vendas, TI (97%) seguido de Saúde (92%), Marketing (82%) e Jurídico (78%).
O varejo aparece em sexto lugar neste ranking, com 73% dos cargos atingidos por estabilidade ou queda. Os menos atingidos foram Seguros (75%), RH (64%) e Financeiro (57%).






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