6 momentos em que fomos derrotados pela inteligência artificial

Parece ficção científica, mas seres humanos já desafiaram máquinas e perderam. Veja cinco momentos memoráveis desses “embates”

Shutterstock

Um dos assuntos da moda é a inteligência artificial e a sua capacidade e auxiliar a nós, seres humanos. Hoje, a capacidade da I.A é realmente espantosa e já se mostra superior em determinadas atividades humanas, tais como alguns jogos.

A seguir, separamos algumas recentes vitórias das máquinas contra os nossos grandes campeões humanos.

Watson no Jeopardy

No início de 2011, o tradicional programa de auditório Jeopardy promoveu um desafio entre os maiores campeões do jogo contra o Watson, a inteligência artificial produzida pela IBM. Foram dois dias de “batalha” de conhecimentos gerais e um vencedor. Adivinha quem ganhou?

Kasparov x Deep Blue

Sem dúvida nenhuma, esse foi o maior desafio entre homem e máquina da história. Ao longo dos séculos, o xadrez foi considerado a expressão máxima de um jogo que une estratégia e inteligência humana. Em 1996, Garry Kasparov, então campeão de xadrez por 12 anos consecutivos, aceitou o desafio da IBM para uma série de partidas contra o Deep Blue, uma inteligência artificial desenvolvida pela IBM.

O russo venceu o primeiro desafio por 4 partidas a 2. No ano seguinte, ele aceitou uma revanche do Deep Blue, mas o resultado assombrou o mundo. Desta vez, a máquina ganhou por 3,5 x 2,5 (naquele torneio, a vitória representava um ponto e o empate meio ponto).

Ao final do confronto, Kasparov falou em fraude e até manipulação humana. E não é que o russo tinha “meia” razão? Em 2014, uma reportagem do Wired afirmou que a jogada que deu início a vitória ao Deep Blue foi resultado de um “bug” ou simplesmente um erro da máquina. Na ocasião, Kasparov afirmou que jogada derradeira não fazia sentido. No entanto, ele teria superestimado a máquina e afirmou que se tratava de uma jogada muito além da capacidade de prevenção humana. Coisa de máquina…

A máquina rapidamente corrigiu o bug, mas o estrago estava feito. A leitura de Kasparov resultou em um medo tipicamente humano, o que afetou o seu desempenho ao longo do desafio. Dizem que o russo apresentou um comportamento defensivo e não se arriscou contra a máquina. O deep blue manteve o seu jogo e venceu o confronto.

Especialistas no assunto afirmam que Kasparov teria vencido o segundo desafio. No entanto, o desequilíbrio humano foi decisivo para a vitória do hoje aposentado Deep Blue.

Vitória no jogo de Damas

Em 1992, o aparentemente imbatível campeão de damas, Marion Tinsley propôs um desafio contra um programa de computador chamado Chinook. Após uma intensa e contestada decisão, Tinsley venceu a máquina por 4 a 2, com 33 empates. Dois anos depois, eles voltaram a se enfrentar e o resultado foi bem diferente: após seis partidas (todas terminadas empatadas), Tinsley desistiu da partida e renunciou ao título. Assim, Chinook foi declarado campeão. Tinsley foi vencido pelo desgaste mental?

bp.blogspot.com

Trunfo no “xadrez asiático”

No dia 25 de maio deste ano, a inteligência artificial do Deep Mind, produzida pelo Google, venceu o maior jogador de Go (um jogo de tabuleiro muito popular na Ásia e apelidado de xadrez asiático) contra o número um do mundo no esporte, o chinês Ke Jie. Antes, o mesmo Alpha Go havia vencido uma das lendas nesse jogo, o sul coreano Lee Se-dol por 4 vitórias a 1. Veja a matéria sobre o vitória de Alpha Go sobre Lee Se-dol:

Poker face da I.A

Ao contrário dos jogos de estratégia, o Poker é quase uma antítese do Xadrez ou o Go. Os maiores vencedores do mundo são conhecidos pela exímia leitura de desequilíbrios humanos na hora de apostar ou recuar em uma jogada. Ou seja, em um cenário cheio de elementos subjetivos, como uma máquina poderia vencer um ser humano?

Em janeiro deste ano, uma inteligência artificial alcançou esse feito. O nome do vencedor é Libratus, uma inteligência artificial de jogo de poker desenvolvida pela Universidade Carnegie Mellon (CMU).

Após uma série de partidas, a máquina acumulou US$ 1,8 milhão e obteve uma vantagem sobre o segundo colocado (um ser humano) de US$ 800 mil.

É preciso que se diga que Libratus não enfrentou meros apostadores, mas simplesmente os melhores jogadores do mundo nesse esporte. O segredo da máquina? Libratus não exibiu uma poker face, mas venceu por causa de complexos cálculos matemáticos que resultaram em probabilidades de ganhos em determinadas rodadas. Isso foi possível graças aos fatores numéricos do jogo, tais como as cartas lançadas na mesa, entre outros.






ACESSE A EDIÇÃO DESTE MÊS:

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

CM 256: Os vencedores do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente

CM 255: Tudo o que você precisa saber sobre o consumidor na pandemia

Você já conhece as Identidades do consumidor?

VEJA MAIS