O que a Expedia pode ensinar sobre o mercado de turismo?

No BR Week, diretor de market management da Expedia fala sobre a relevância de um marketplace na área de turismo, tanto para clientes B2B quanto para B2C

Tempo de leitura: 2 minutos

27 de junho de 2017

Uma bela praia, ou um lugar frio, ou um espaço agradável para ler um livro são ideais para as férias — e o Djavan nada tem a ver com isso. A verdade é que em toda viagem bem realizada existe uma grande e verdadeira experiência. Aliás, esse é o “produto” que mais combina com a ideia de experiência. Contudo, é inquestionável que, nos últimos anos, se tornou mais prático e eficiente planejar a viagem dos sonhos, justamente por causa de algumas empresas.
Um exemplo indispensável disso é o Trivago, serviço do qual a empresa Expedia é detentora. Não por acaso, o diretor de market management dessa companhia, Rodrigo Tavares, diretor de market management da empresa, foi convidado para apresentar o case do portal no painel O varejo de turismo: uma experiência inovadora de marketplace, do BR Week.
“O mundo já mudou”, comenta Tavares, citando a mudança na conectividade. Porém, como ele ressalta, o principal destaque é o aumento do número de smartphones. “Porém, algumas coisas não mudaram: os clientes têm expectativas”, diz. “O cliente quer ganhar tempo, precisa de soluções de problemas e querem ter uma boa experiência”. O sucesso, portanto, é das empresas que conseguem atender a todos esses pontos.
Nesse sentido, ele aponta que o modelo de marketplace permite uma entrega de qualidade tanto para o B2B quanto para o B2C. “O marketplace é focado em facilitar o relacionamento”, comenta. E é justamente nessa área que a Trivago atua. “O mercado de turismo movimentou U$ 1,3 trilhão em 2016”, afirma. E, apesar de estarmos em um cenário online, ele destaca que o mercado de turismo ainda é muito offline. Contudo, houve algum crescimento: entre 2015 e 2017 o marketshare do turismo online passou de 29% a 34%.
“A Expedia quer fazer parcerias com diversos players de turismo”, conta. A ideia, ousada, é criar um ecossistema de turismo. E isso já acontece em partes: a empresa une o mundo todo e, de acordo com Tavares, é comum que pessoas utilizem as ferramentas a partir de um continente, considerando um passeio à outro lado do mundo.
Apesar de ser responsável pelo famoso Trivago, a empresa também oferece ferramentas que tornam mais fácil o relacionamento entre as empresas e os consumidores – dois clientes da Expedia. “Nossa missão é revolucionar o turismo pela tecnologia”, explica. “O chatbot precisa tirar demanda para que o humano possa fortalecer a conexão com os consumidores”. Dessa forma, ele aponta que o H2H – human to human – é mais importante do que o B2B e o B2C.

Olhando para dentro

Quando se trata do público brasileiro, Tavares destaca que por mais que falta muito no Brasil – em infraestrutura, por exemplo -, o mercado doméstico é um grande mercado para o turismo. “Hoje, o Brasil se sustenta por meio de pousadinhas quando o assunto é turismo”, explica. “Esse é o maior mercado que o brasil tem a oferecer e estamos olhando para isso, pois esse empreendedor não conhece marketplaces, por exemplo”.
Esse, portanto, é um desafio sem igual.




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