Consumo da família paulistana caiu após agravamento da crise política

Após divulgação de delações envolvendo políticos de alto escalão no Brasil, consumo das famílias de São Paulo voltou a cair

Os paulistanos gastaram menos em junho. O movimento de retração de 1,2% no consumo do mês é visto como reflexo do agravamento da crise política, envolvendo o presidente Michel Temer e seu alto escalão.
É o que indica o levantamento feito pela FecomercioSP para o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que avalia o nível de satisfação dos consumidores da região.
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Segmentos

O principal motivo para a queda da confiança foi o medo do desemprego. O item que mede a desconfiança de ter ou manter o emprego caiu 3,8% nesse mês.
A renda atual também é um fator de descontentamento da família paulistana que recuou 2,1% em relação ao mês de maio. Comparado ao mesmo período do ano passado a satisfação cresceu 25,2%.
Ainda segundo o estudo, atualmente 25% dos paulistanos dizem que a renda está melhor do que há um ano, enquanto em junho do ano passado esse porcentual era de 20%.

Crédito

O paulistano reclamou ainda das dificuldades de acesso ao crédito, que caiu -0,7% em comparação ao mês anterior. Na comparação anual, houve crescimento de 20,7%,
Em relação a perspectiva de consumo o item recuou 1,3%. Ao todo, 48% dos paulistanos dizem que devem consumir menos nos próximos meses.

Tendências

A assessoria econômica da FecomercioSP diz que a queda do consumo em junho já era esperado por conta do agravamento da tensão política
“Quando aumenta os riscos político e econômico, as famílias repensam gastos e se tornam mais cautelosas. O dado de julho deve seguir essa tendência negativa, ainda sob os reflexos da atual turbulência, mas, de qualquer forma, na comparação com o mesmo período do ano passado, o saldo é positivo”, justificou a instituição por meio de nota.






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