Faturamento do setor de serviços de São Paulo atinge R$ 22,1 bilhões em maio

Os dados de faturamento da cidade de São Paulo demonstram o início da recuperação do setor após grave impacto da recessão econômica

Pelo quinto mês consecutivo, o faturamento de serviços da cidade de São Paulo cresceu em relação ao ano passado. A marca foi conquistada após maio também apontar crescimento, cerca de 1,7% em relação ao mesmo mês no ano anterior.
A estimativa é feita pela FecomercioSP que comemora com cautela a melhora do mercado. A instituição alega quer ainda é cedo para afirmar que a economia nacional voltou à normalidade.
Em maio, os serviços de São Paulo geraram R$ 22,1 bilhões. O valor é R$ 376 milhões a mais do que maio de 2016. Quanto ao acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o faturamento real marcou 2,5%.
Apesar do resultado positivo dos últimos meses, o acumulado do último ano ainda é negativo (-0,8%). Mas a instituição ressalta que a queda tem perdido forças, já que em dezembro a mesma taxa marcava (-3,4%).

Segmentos

Treze atividades são pesquisadas para realizar o levantamento. Dentre essas, seis apontam crescimento no faturamento real em maio, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. São elas saúde, agenciamento, carretagem e intermediação e construção civil.
Já os piores resultados ficaram por conta dos serviços técnico-científicos, turismo, hospedagem, eventos e assemelhados, conservação, limpeza e reparação de bens móveis.

Dificuldades

Para a instituição, a crise política está entre os principais problemas de cravar, com certeza, que o crescimento será sustentável e refletirá a melhoria consistente do setor.
“Para a FecomercioSP, as condições necessárias para o crescimento econômico ainda não foram efetivadas, ou seja, dependem basicamente da estabilidade do quadro político, do controle e do ajuste das contas públicas e das reformas trabalhista, previdenciária e tributária. É preciso, na visão da entidade, ter um ambiente interno estável que permita a atração de investimentos externos e internos e que recupere a confiança dos agentes econômicos”, disse a FecomercioSP por nota.






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