Espaço em SP mostra até onde é possível ir com a economia compartilhada

O espaço chama assim mesmo, House of All (ou Casa de Tudo), e mostra até onde é possível ir com a economia compartilhada. Spoiler: dá para ir longe, viu…

A Economia Compartilhada é um fenômeno sem volta. Impulsionado no Brasil durante a crise, esse novo segmento reúne negócios em que as contribuições das pessoas é um dos principais ativos. Exemplos como Airbnb e Mercado Livre são bem conhecidos, mas não é preciso ser um gigante global para chamar atenção. Em uma rua charmosa em Pinheiros, em São Paulo, o House of All, ou Casa de Tudo, mostra até onde é possível ir nesse segmento. O Whow! Festival de Inovação, evento que acontece nesta semana, em São Paulo, foi lá para conhecer.
O House of All é um conjunto de quatro casas: House of Work, House of Bubbles, House of Food e House of Learning, conforme explicou Rebecca Dias, gerente das Casas. A primeira casa, a House of Work, foi aberta há quatro anos. A última casa, House of Bubbles, foi aberta a pouco mais de um ano. “Toda a ideia das casas é compartilhar experiências. É tudo uma troca”, explicou Rebecca.
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Trabalhe, coma, aprenda e lave roupa

A House of Work é um coworking tradicional. Lá, é possível pagar uma diária ou mesmo “alugar” uma estação de trabalho de forma mensal. Quem trabalha lá tem acesso a internet, salas de reunião, e tem descontos nos outros espaços do empreendimento.
A House of Food é um restaurante colaborativo. O House of All seleciona chefs de cozinha, faz uma curadoria e os convida a cozinhar no espaço.  “Cada dia é um chef diferente, com cardápio diferente”, contou Rebecca.
O cardápio é enxuto – no máximo quatro pratos – e ao fim do dia os lucros são divididos entre a casa e o chef que alugou o espaço.  Quem paga a diária é o chef. Para eles, a Casa funciona como uma vitrine. Isso porque o empreendimento dá espaço para chefs iniciantes, que têm a oportunidade de criar eventos e testar públicos no espaço. Aqui, há uma regra: os eventos não podem ser fechados. “A ideia é ser aberto e permitir compartilhamento”, disse a gerente.
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A House of Bubble é uma lavanderia descolada. Os valores são cobrados por ciclo de lavagem e secagem. Ali mesmo, há um bar onde, quem quiser, pode esperar o ciclo terminar enquanto bebe um drink. O empreendimento concede esse espaço para quem quiser montar um brechó de um dia, sem pagar nada por isso. É só agendar. “Ganhamos com o fluxo, que acaba conhecendo as outras casas”, afirmou Rebecca.
No andar de cima, o empreendimento também tem um guarda-roupa colaborativo. “É um Netflix de roupas e um laboratória para marcas”, contou. Funciona assim: as pessoas pagam uma assinatura mensal, cujo valor varia de acordo com o número de peças que quer retirar de uma vez só. Ela fica um tempo com as peças, lava e devolve. “As marcas recebem um relatório sobre o feedback das peças”, contou.
A última casa, a House of Learning, é um espaço para eventos. Há um pequeno auditório onde são realizados cursos, pequenos shows, dinâmicas. O espaço é alugado tanto para pessoa física como para pessoa jurídica. E tem sido cada vez mais buscado.
Como se vê, as fontes de receita da House of All são muitas e todas baseadas na colaboração. A casa ainda busca mais novidades. Agora é esperar para ver até onde ela consegue ir.
A primeira edição do Whow! Festival de Inovação, organizado pelo Grupo Padrão, que publica NOVAREJO, acontece em mais de 70 lugares de São Paulo. Acompanhe a cobertura aqui e nas redes sociais com a #WhowFestival!






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