O segredo do conhecimento está nos dados ou nos insights?

As empresas possuem uma quantidade imensa de dados. Contudo, será que isso basta para que consigam atuar com inteligência?

Tempo de leitura: 2 minutos

26 de julho de 2017

A quantidade de dados disponíveis hoje é inquestionável: tudo em que você clica no seu computador gera informações sobre quem você é, o que consome, os lugares que frequenta. Isso é um prato cheio para as empresas que querem criar uma experiência de qualidade, focada, personalizada. Mas será que dados são suficientes? Essa foi uma questão discutida no painel A inovação mora nos dados ou nos insights?, durante o Whow! Festival de Inovação.
Para essa conversa, mediada por André Rossi, sócio fundador e head de marketing  da numbr, foram convidados o diretor de tecnologia/CXO da Mutant, Bruno Couto; Eduardo L’Hotellier, CEO da GetNinjas e Daniel Ferreira, pesquisador de consumer insights LatAm do Facebook.
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Logo no início do painel, Ferreira, do Facebook, afirma que o que ele faz tem muita relação com o tema do painel, uma vez que sua função é interpretar dados para mostrar aos anunciantes a forma como eles precisam atuar. “Dados e insights andam juntos, pois dados, sozinhos, não são nada; insights, sem dados, são apenas uma opinião sem evidência”, afirma. “Estamos dentro de uma estrutura de soluções para anunciantes, trabalhamos com agências e empresas”. Nesse sentido, ele cita as ferramentas que o Facebook tem para empresas.
L’Hotellier, do GetNinjas, explica que os dados são fundamentais para a empresa. “É muito importante que haja um balanço entre dados e insights”, concorda com Ferreira. Nesse sentido, conta que a GetNinjas começou sem que houvesse dados sobre o mercado em que atua. “Vimos muito mais crescimento depois que adquirimos informações”, diz. “Hoje sabemos que é possível começar uma empresa sem dados, mas não é possível criar escala”.
Couto, da Mutant, conta que a empresa é focada em customer experience. “Esse processo começa com o mapeamento da jornada do cliente”, explica. Por isso, focam na mudança da experiência do consumidor final – clientes dos seus clientes.

Falando em dados…

Rossi, então, comenta sobre a importância dos “reviews” no dia de hoje. “Você acredita que essa nova dinâmica dos consumidores, de olhar para a rede social como um local de pesquisa, é relevante?”. Ferreira responde que sim, e que percebem uma pesquisa muito ampla de qualidade de produtos e serviços por meio do Facebook. Além disso, ele observa o aumento do uso do termo “user experience”. Isso significa, para ele, que o cliente está cada vez mais percebendo a força que tem.

Qualidade

Questionado pelo mediador, o executivo do Facebook comenta que, para entender a relevância dos dados, ele parte de uma pergunta: o que eu preciso saber? Em seguida, questionam onde é possível encontrar esses dados.
Couto, por sua vez, aponta que o caminho começa no mapeamento da jornada do cliente. “Nesse processo, começamos a chegar a perguntas: qual seria a atitude correta em uma determinada situação?”, explica. “Tudo o que construímos em forma de análise, forma uma visão do cliente. Construímos uma representação do contexto a partir da resposta de algumas perguntas”.
A primeira edição do Whow! Festival de Inovação, organizado pelo Grupo Padrão, que publica NOVAREJO, acontece em mais de 70 lugares de São Paulo. Acompanhe a cobertura aqui e nas redes sociais com a #WhowFestival!




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