“Você não está no trânsito. Você é o trânsito”, diz Carla Link, do Talking City

Durante o Whow!Festival de Inovação, Carla debateu a responsabilidade das pessoas e das empresas em tornar as cidades mais inteligentes

Tempo de leitura: 2 minutos

26 de julho de 2017

“Você não está no trânsito que é uma droga. Você é esse trânsito”. Foi com essa frase que Carla Link, fundadora do Talking City — uma empresa de design de serviço que projeta experiências para melhorar a vida de quem está nos centros urbanos — falou sobre a responsabilidade das pessoas e das empresas sobre as cidades. “A gente precisa precisa aprender a viver, conviver e consumir”, disse.

Bons exemplos

Formada em comunicação e pós-graduada em design, Carla citou projetos de sucesso, como o sistema de compartilhamento de bicicletas do Itaú, e a construção de uma passarela para pedestres na Holanda por meio de crowdfunding. “Precisamos ter empatia pelas outras pessoas que circulam pela cidade”, disse. “E não podemos esperar que o governo e a prefeitura sejam criativos e façam tudo sozinhos. Nós, como cidadãos, também podemos fazer”.

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Carla foi uma dar participantes do painel “Cidades inteligentes: colocando a inovação a serviço dos espaços urbanos”. O debate foi mediado por Luiz Gustavo Campos, diretor da Gensler (uma das maiores empresas de design colaborativo do mundo). Ele questionou o ponto de vista dos palestrantes a respeito de inovação nas cidades.

Co-fundador e diretor de novos negócios e operações da Pontomobi, uma das maiores companhias de soluções mobile da América Latina, Renato Virgili defendeu o uso de tecnologias móveis para melhorar o acesso aos serviços, mas ponderou que a colaboração entre as pessoas é fundamental para que as cidades funcionem de forma mais eficiente. “Não basta ter um smart grid para buscar eficiência energética ou um sistema que indica vagas de estacionamento ou o tempo de abertura de um semáforo”, disse Virgili. “A tecnologia é um facilitador. Mas não a solução para todos os problemas”.

Pela vida dos rios

José Bueno, sócio-diretor do Instituto Harmonia, pediu que a plateia passasse, de mão em mão, um vidro com água limpa e translúcida de um dos rios da cidade de São Paulo. Em parceria com o geógrafo e educador Luiz de Campos, ele mantém o projeto Rios & Ruas, que convida as pessoas a participarem de laboratórios, oficinas e expedições para reconhecer a vida de centenas de riachos soterrados sob ruas e avenidas da cidade.

Buenos também convocou a plateia a acompanhar a exposição “Rios Des.cobertos – O Resgate das águas da cidade”, que instiga o visitante a explorar as bacias dos nossos três maiores rios: Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. A mostra, em parceria com o Estúdio Laborg, acontece até o dia 24 de setembro no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

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