Como atender as exigências dos millennials no Brasil

Os millennials são conhecidos pela exigência e falta de paciência para inovação. A sua empresa sabe atender esse público? Veja dicas

Crédito: Shutterstock

Como atender como clientes e manter millennials como funcionários são desafios para qualquer empresa atualmente. A geração, considerada a mais exigente até o momento, procura no mercado empresas com inovação rápida com proposta clara de valor.

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O painel “O futuro é dos millennials. E das empresas que eles preferem” discutiu justamente como atender os jovens dessa nova geração dentro e fora das companhias.

Nascida já no meio digital, a Youse, plataforma da Caixa Seguradora, carrega no DNA as características dos millenials. Gustavo Zobaran, líder de brand experience da plataforma explica que a comunicação é a principal arma da seguradora para manter ou atrair clientes.

“Nós optamos por usar linguagens que nos aproximem das pessoas, apostamos em um estilo mais comportamental. Para isso, a maioria dos nossos atendentes também são millennials”, disse.

Para a Youse um dos principais desafios é o fato do mercado brasileiro não ter o hábito de contratar seguros. “Ninguém acorda com vontade de contratar seguro. Então, precisamos mostrar que é um serviço que precisa estar presente no dia a dia dessas pessoas”, completa.

Relação com empresas consolidadas

Rogerio Tamassia, cofundador da Líga Ventures têm uma tarefa clara: aproximar empresas tradicionais de novos empreendedores. Para ele, os millennials têm um papel importante dentro das grandes corporações.

“Boa parte dos jovens que saem da faculdade hoje querem empreender. Apenas 27% querem trabalhar em uma empresa. Quando um empresário me pede ajuda para reter esse talento, costumo provocá-los perguntando se eles sabem como um millennial pensa, o que ele gosta e o que faz no momento livre”, afirmou.

Lucas Ohara, apresentador e gerente de conteúdo digital da ESPN, disse que as empresas que conseguem reter talentos ganham com inovação. “Recentemente, na ESPN, anunciamos a transmissão de e-Sports. Esse tipo de programação é legal porque aproxima o canal de um público que por vezes não acompanhavam a programação. De outro lado, jovens que trabalhavam na empresa ficaram animados em começar algo totalmente diferente”, disse.

Para Lucas Mendes, diretor gerente WeWork Brasil, o termo millennial se refere muito mais com a forma de pensar e agir do que com a idade.

“As empresas precisam deixar de achar que um paletó deixa as pessoas mais inteligentes. Quando um empresário deixa de contratar só porque o funcionário prefere usar bermuda, ou tem tatuagens, por exemplo, a empresa perde a chance de reter um bom talento”, concluiu.

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