Com mais investimentos no digital, lucro do Magazine Luiza sobe quase 600%

A rede acertou a estratégia de focar seus esforços na transformação digital e registrou o maior lucro trimestral da história da empresa.

A rede de eletroeletrônicos Magazine Luiza não para. A companhia conseguiu aumentar o lucro líquido em 594,2% no segundo trimestre, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, para R$ 72,4 milhões. Segundo a empresa, este é o maior lucro trimestral da história da empresa. Já são seis trimestres seguidos de expansão.
A companhia também conseguiu aumentar a margem líquida, de 0,5% para 2,7%. O crescimento veio com o aumento de 25,7% nas vendas líquidas da empresa.
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“Quando terminamos o primeiro trimestre, minha expectativa era de um resultado tão bom quanto o primeiro trimestre, mas  acontece que foi ainda melhor. Apresentamos números mais robustos ainda”, afirmou Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, a analistas.
“Estava muito confiante no trimestre em função da estratégia e da equipe que está executando muito bem. Estamos em uma fase positiva de execução das estratégias e busca de indicadores operacionais também e contamos com uma economia mais robusta do que eu particularmente esperava”, disse o executivo.
Trajano também creditou o desempenho à injeção na economia dos recursos do FGTS inativo. “Existe uma demanda reprimida e um pouco de dinheiro que você coloca as pessoas voltam a comprar, voltam a realizar sonhos de consumo”, disse. O executivo reforçou também a recuperação da economia e o comportamento mais racionais dos players do mercado. “A lógica de racionalidade se manteve nos
concorrentes. A gente continua vendo players sendo obrigados a adotar políticas comerciais mais sustentáveis, que sempre foi a nossa filosofia. E quando todos jogam as mesmas regras do jogo e com execução equacionada, quem estiver mais adequado, como acredito que estamos, acaba se beneficiando”, disse.

Lojas

A companhia destacou o papel das lojas físicas nos resultados. Elas ajudaram a rede a ganhar participação de mercado nas principais categorias de produtos. No período, a empresa conseguiu elevar as vendas em mesmas lojas – aquelas abertas há mais de 12 meses. O aumento foi de 23,7%. Também contribuiu para o desempenho as novas lojas. Foram 27 a mais, comparado ao segundo trimestre de 2016.
Segundo a empresa, esses números foram puxados, sobretudo, pelo desempenho das lojas do Nordeste e virtuais, e pelas vendas de Smart TVs e Smartphones. Ao todo, foram inauguradas 12 novas lojas no trimestre e 27 lojas nos últimos doze meses, totalizando 814 pontos de venda em 16 estados do País.

E-commerce

Mais uma vez, o grande destaque da companhia foi o e-commerce, cujas vendas cresceram 55,4% no período. Com isso, a plataforma já atinge 27,8% do total das vendas da companhia registradas no trimestre.
De acordo com a empresa, esse crescimento deve-se ao aumento nas vendas pelas plataformas móveis, principalmente pelo aplicativo, que alcançou a marca de 6,2 milhões de downloads; pelo crescimento da taxa de conversão em todas os canais do e-commerce, devido ao aumento do sortimento, melhoria de usabilidade, busca e recomendação e redução dos prazos de entrega; e pela contínua captura dos benefícios da implementação de projetos de multicanalidade, com destaque para o Retira Loja.

Ebtida e endividamento

No segundo trimestre, a companhia conseguiu elevar o Ebtida em 44,5%, para R$ 235,8 milhões. Além do crescimento das vendas, a redução do endividamento líquido também contribuiu para a melhora de performance da companhia.
De acordo com o Magazine Luiza, houve uma melhora da necessidade de capital de giro ajustado em R$ 515,8 milhões nos últimos 12 meses, principalmente por conta de uma melhora no giro dos estoques e no prazo médio de compras.
Neste mesmo período, a dívida líquida ajustada passou de R$ 854,3 milhões em junho de 2016 para R$ 267,6 milhões em junho deste ano.




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