Como a tecnologia pode ajudar o serviço de emergência de um país?

Serviços de emergência não têm a eficiência do Uber: é mais fácil encontrar quem precisa de um motorista do que alguém em necessidade. Mas isso pode mudar

Por: - 2 anos atrás

Shutterstock

“Por que o Uber consegue te localizar e o serviço de emergência 9-1-1 não?”, questiona Mark Fletcher, diretor de Arquitetura para Soluções de Segurança Pública Mundial da Avaya. Na pergunta, ele se refere ao serviço de emergência dos EUA e ao Uber, a empresa de direção particular que usamos também aqui no Brasil. A resposta para essa dúvida vem dele mesmo: “o Uber consegue sua localização acionando o telefone, enquanto o 911 usa o número para contato”.

Essa é uma questão que gira em torno de um ponto bastante especial: a tecnologia pode ajudar a salvar vidas. Por isso, a Associação Europeia de Telefones Emergenciais (EENA), em Bruxelas; e a Associação Nacional de Telefones Emergenciais (NENA), nos Estados Unidos, anunciaram uma nova colaboração. “Os esforços conjuntos vão mudar isso, fornecendo a informação explícita de localização do dispositivo, tornando o mundo um lugar mais seguro”, afirma o executivo da Avaya. Para a empresa, essa colaboração transformará o trabalho dos socorristas que ajudam a salvar vidas todos os dias.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

A colaboração deve substituir antigos sistemas usados pelos socorristas – na maioria dos países, eles foram desenvolvidos e implantados nas décadas de 1960 e 1970. Naturalmente, esses sistemas não reúnem todas as possibilidades que possuímos hoje, afinal foram projetados muitos anos antes da existência da internet ou do e-mail.

Como destaca a Avaya, os sistemas são ilhas isoladas, sem conectividade. Integrados a plataformas não compatíveis com a maneira que os cidadãos se comunicam atualmente, não conseguem se interconectar com as centrais de atendimento de emergência.

Evolução

Com a mudança dos sistemas, dados dinâmicos, como vídeos e plantas do local de um incidente, poderão ser transmitidos diretamente para os socorristas. Os dispositivos desses colaboradores estarão conectados à uma nova infraestrutura que já começou a ser implantada em algumas regiões.

A Avaya está desempenhando um papel essencial na evolução dos sistemas de chamadas emergenciais na América do Norte e na Europa, mostrando que pode fornecer às instituições de Segurança Pública os mesmos serviços de missão crítica que fornece para as maiores companhias aéreas e instituições financeiras do mundo e para outras grandes empresas, tudo em um ambiente seguro, confiável e resiliente.

O papel da Avaya

Dedicada a melhorar o acesso aos serviços de emergência desde sua fundação, no ano 2000, a Avaya é detentora de inúmeras patentes para ferramentas e soluções de acessibilidade de comunicações em todo o mundo. Além disso, membros da empresa estão envolvidos nessa causa. O já citado Mark Fletcher, por exemplo, além de executivo da Avaya, também é copresidente do Emergency Notification WG of FCC Disability Advisory Committee, Comitê de Acessibilidade da NENA. O executivo Markus Bornheim, por sua vez, é também especialista em Segurança Pública e Contact Centers alocado em Frankfurt.

Ambos os executivos lideram iniciativas importantes, como a adoção da Lei de Kari, que permite o acesso direto ao serviço de emergência 9-1-1 em sistemas telefônicos unificados de prédios comerciais, escolas, hotéis, e órgãos governamentais em todo os Estados Unidos e no mundo; além do desenvolvimento de soluções inovadoras para a iniciativa eCall, recém-implementada com base na União Europeia.