9 atitudes que podem colaborar com a sua felicidade

Conversamos com o autor americano Greg Hicks, que viajou por diferentes países para entender o que é a felicidade e como alcançá-la. Confira

Divulgação

O projeto de maior sucesso do escritor americano Greg Hicks está ligado a algo que perseguimos durante toda a vida: a felicidade. Depois de percorrer 68 países, ele e Rick Foster – seu parceiro de vida e de projeto – descobriram nove comportamentos que fazem parte da vida de pessoas extremamente felizes.

A partir desse insight, a dupla escreveu o best-seller “Ser Feliz é escolha sua” (Editora Cultrix) e passou a viajar o mundo aplicando, em palestras e seminários, o seu modelo de felicidade. Em setembro, Hicks virá pela primeira vez ao Brasil para a abertura do Conarec, um dos maiores congressos de relacionamento empresa-cliente do mundo. Da Califórnia, onde vive, ele concedeu a seguinte entrevista à Consumidor Moderno.

Consumidor Moderno – Qual é o segredo da felicidade?

Greg Hicks – Há vinte anos, eu e meu parceiro Rick Foster começamos a estudar quais são os comportamentos e as escolhas das pessoas extremamente felizes. Como parte desse estudo, viajamos 68 países e falamos com diversas pessoas. Ao longo do tempo, vimos que havia nove atitudes universais que faziam parte da vida de pessoas felizes. Inicialmente, isso não fez sentido para nós, porque estávamos ouvindo os mesmos argumentos em culturas e locais completamente diferentes. Mas o que começamos a observar é que, quando seres humanos se comportavam daquelas nove formas, o corpo os recompensava bioquimicamente. Essas atitudes contribuíam para a sua sobrevivência e tinham relação com a forma como as pessoas se conectam e se relacionam umas com as outras.

CM – E, afinal, quais são essas nove atitudes?

1. Intenção
Escolher, de forma consciente, sua melhor atitude e comportamento ao longo do dia

2. Responsabilização
Manter o foco naquilo que você pode controlar para tornar a sua vida melhor, em vez de se preocupar com o que está fora do seu alcance

3. Identificação
Reconhecer suas paixões, seus interesses e suas forças maiores

4. Centralização
Colocar suas paixões, seus interesses e suas forças no centro da sua vida

5. Reformulação
Transformar tensões e problemas em oportunidades

6. Opções
Mirar metas e ir atrás delas para alcançar seus objetivos e sonhos

7. Apreciação
Ser grato pelo que você tem em sua vida e expressar de forma ativa a sua gratidão aos outros

8. Entrega
Ajudar os outros sem exigir retorno

9. Verdade
Ser honesto com você mesmo e com os outros

CM – Como essas escolhas podem ajudar as empresas a se relacionar com os millennials?

GH – Esses nove comportamentos são particularmente importantes para os jovens porque eles querem ter fortes conexões com as pessoas – até mesmo com o gestor da empresa em que trabalham. Eles querem se sentir compreendidos. Então, a conexão é muito mais importante para um millennial do que para um baby boomer. Eles não querem saber só o que estão fazendo de errado, mas sim – e em primeiro lugar – no que estão acertando. Então, para manter esses millennials como funcionários e para vender para eles é preciso mostrar reconhecimento e elogiá-los. Mas isso precisa ser feito de forma autêntica. Outra coisa importante é estar aberto a possibilidades. Millennials querem opções, e, diferentemente de outras gerações, não gostam de regras, porque elas não podem ser mudadas. Eles querem ser inovadores e procurar formas criativas de fazer a mesma coisa.

CM – Propósito é importante para a felicidade dos millennials?

GH – Isso é provavelmente o que há de mais importante quando falamos em millennials. Eles querem sentir que o trabalho que fazem é importante e que estão fazendo a diferença. Então, compete aos gestores e à empresa, até mesmo no processo de contratação, deixar claro como a companhia ajuda a sociedade e de que forma o jovem pode contribuir.

CM – Como a crise econômica e a política podem afetar a felicidade das pessoas, especialmente dos millennials?

GH – Em nosso trabalho, quando os millennials estão numa situação de tristeza, fazemos o que chamamos de “reformulação”. Essa estratégia passa por alguns estágios: reconhecer o sentimento desse millennial, ajudá-lo na busca por oportunidades e ensiná-lo a tirar vantagem dessa situação. Todos temos a chance de crescer em situações de dificuldade. Mas quando as pessoas se colocam numa situação de vítima, cria-se um cenário péssimo. O pensamento correto, nesse caso, é: “não gosto do que está acontecendo no meu país, mas o que eu posso fazer com isso?”

CM – Pessoas felizes fazem empresas de sucesso?

GH – Em um cenário econômico ruim, há uma grande chance de as pessoas, mesmo insatisfeitas, ficarem em um trabalho que não gostam por falta de opção. Mas, quando as pessoas trabalham infelizes, não são nem de perto tão produtivas quanto poderiam ser. Pessoas felizes são capazes de criar uma relação melhor com pessoas e com consumidores, são mais inovadoras e criativas. Então, você não vai conseguir extrair o melhor das pessoas se elas estiverem infelizes.

CM – O uso das redes sociais influencia na felicidade dos millennials?

GH – Sim. Até certo ponto, as redes sociais são a forma como as pessoas se conectam umas às outras. E acho que há duas questões nas quais as redes sociais afetam a felicidade: uma é quando só há postagens negativas on-line. Isso é depressivo e deixa as pessoas para baixo. A segunda questão é que nós precisamos de relacionamentos cara a cara. Um relacionamento on-line é completamente diferente de ter amizades reais.

CM – É mais difícil ser feliz hoje do que há 20 anos, quando deram início à pesquisa?

GH – As pessoas talvez tenham de se esforçar mais hoje porque há muita negatividade no entorno delas (nos noticiários e nas redes sociais, por exemplo). Na apresentação que farei no Conarec, vou mostrar para as pessoas como ajudar os millennials a ter mais controle sobre a felicidade. Esse é o motivo pelo qual dizemos que ser feliz demanda esforço. Você precisa estar sempre atento ao que você tem, às opções que você tem e aos fatores que pode controlar. Assumir esse pensamento é muito melhor do que se colocar no papel de vítima.

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