Lojas Marisa é absolvida no Conar por suposta ofensa a ex-primeira dama

O motivo da queixa no Conar foi a frase: “Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”. Veja o que afirmou o relator do caso

No próximo domingo será celebrado o Dia dos Pais, mas, para as Lojas Marisa, o Dia das Mães ainda rende assunto para a empresa. É que a 7ª Câmara do Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu arquivar a reclamação por ofensa à imagem da ex-primeira dama, Marisa Letícia. O motivo foi o slogan: “Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”.
A frase usada na campanha do dia das mães pela varejista fazia uma referência ao depoimento do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro. Em linhas gerais, Lula afirmou que a intenção de compra do apartamento no Guarujá era exclusivamente da ex-mulher. Além disso, ele também teria imputado outros fatos à falecida esposa. Lula acabou condenado por nove anos de prisão.
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A veiculação da campanha após o depoimento de Lula logo virou alvo de queixas no Conar – mais precisamente 18. De acordo com o site Consultor Jurídico, as denúncias defendiam a tese de que a publicidade veiculada teve gosto duvidoso, foi desrespeitosa e usou trocadilho com conotação política relacionada ao depoimento prestado por Lula.

Acessibilidade

Por sua vez, as Lojas Marisa alegou que o anúncio foi feito para divulgar promoções do Dia das Mães e para reafirmar a posição da marca no mercado. A defesa da loja argumentou que o anúncio ressaltou a acessibilidade de acesso às lojas da rede e dos preços dos produtos.
No fim, apesar de alguns puxões de orelha, a comissão entendeu que não houve ofensa da varejista. “São raras as citações a ela na imprensa utilizando apenas seu primeiro nome, Marisa. A associação com a campanha da Marisa, por mais que possa ser feita por qualquer pessoa impactada por ela, dada a proximidade com o então depoimento do ex-presidente na qual ela foi citada, tecnicamente de forma alguma se aproveita do nome da ex-primeira-dama ou a ela faz crítica ou referência direta”, afirmou em seu voto Jorge Tarquini, relator do Conar no caso.

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