Aprender sobre os clientes foi fundamental para a criação do Next

Jeferson Ricardo Garcia Honorato, do Bradesco, conta sobre o processo pelo qual o banco passou até chegar à criação do Next, nova unidade de negócio

Em tempos de redes sociais, as pessoas não querem se relacionar com os bancos e ter a sensação de que eles são apenas bancos. A ideia tradicional da instituição bancária – e isso aconteceu também com outros diversos setores – precisou se reformular para se transformar em algo mais próximo do ser humano. A meta passou a ser oferecer um relacionamento tão agradável quanto aquele vivido com as redes sociais – com o Facebook, por exemplo. Não por acaso, essa perspectiva deixou as empresas inquietas.

No Bradesco, o susto levou a um questionamento: “nos perguntamos como um banco de 74 anos se prepara para esse cenário”, conta Jeferson Ricardo Garcia Honorato, superintendente-executivo do Bradesco. É fato que era preciso estar agências, especialmente em algumas localidades do Brasil. Mas o objetivo do Bradesco sempre foi exercer um relacionamento de alta qualidade em todos os pontos de contato.

Foi assim que nasceu a ideia de desenvolver o Next. Hoje, essa é uma unidade de negócios que complementa o que o banco é. “Nos inspiramos nos Millennials para desenvolvê-la”, revela. “Tivemos um insight de que o banco, com uma estrutura madura de crédito, poderia trabalhar junto ao jovem, usando uma estratégia que combinasse com ele”, conta. Nesse sentido, o executivo destaca: a nova unidade de negócio trabalha de maneira complementar, não substitutiva dentro do banco.

O Bradesco foi às ruas

“O Next nasceu para fazer algumas coisas acontecerem na vida dessas pessoas, ajudando em determinadas questões, sendo um hub de conexão”, explica Honorato. “E percebemos que não podemos rotular os Millennials de forma uniforme – mas queríamos saber quem eles são, de fato”.

Diante desse desafio, o Bradesco reuniu antropólogos e cientistas sociais que foram às ruas entender Millennials são diferentes, tornando possível fazer uma plataforma de visão variada, com diversas possibilidades. “Descobrimos que parte dos Millennials parecem muito com os membro da geração X, porque querem renda, uma vida mais plena e com conforto financeiro. A ética do prazer às vezes não está no contexto de vida deles. Porém, do outro lado, há um Millennial que pensa no dever, mas quer conciliar suas obrigações com o prazer”.

Diante disso, nasceu um Next: uma plataforma que oferece serviços por meio do mapeamento da jornada do consumidor, dando opções reais, que se aplicam à vida do jovem. Ao invés de apresentar opções como “investimentos”, a empresa apresenta sonhos e objetivos, para que o usuário enxergue a ideia de poupar dinheiro, por exemplo, como uma alternativa para a realização de metas.

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