Nem todo Millennial é “nem-nem”

Há algum tempo se descobriu um nicho entre os jovens brasileiros formado por pessoas que não trabalhavam e nem estudavam, mesmo estando em idade escolar ou para estar cursando uma faculdade. Foi a geração que ficou conhecida como “nem-nem”, algo que reforçou a ideia que já se cristalizou sobre a chamada geração millennial de que […]

Há algum tempo se descobriu um nicho entre os jovens brasileiros formado por pessoas que não trabalhavam e nem estudavam, mesmo estando em idade escolar ou para estar cursando uma faculdade. Foi a geração que ficou conhecida como “nem-nem”, algo que reforçou a ideia que já se cristalizou sobre a chamada geração millennial de que é formada por jovens pouco interessados em trabalho e atividade que exigem compromissos longos.
Um estudo feito pela MindMiners, porém, e apresentado durante o CONAREC 2017, contesta essa imagem pré-formada acerca dessa faixa de brasileiros. “A expressão ‘nem-nem’ acabou muitas vezes sendo usada como sinônimo de Millennial. Todo nem-nem é Millennial, mas nem todo Millennial é nem-nem”, reforçou uma das responsáveis pelo estudo, Danielle Almeida, market manager da MindMiners.

“Não se podem generalizar essas características para falar de toda uma geração. São pessoas que estão, sim, em busca de oportunidade. que se dizem estudiosas e trabalhadoras e que estão dispostas a abrir mão de muitas coisas por uma oportunidade”, disse ela.

A pesquisa “Millennials e a Geração Nem-Nem” entrevistou 1.000 brasileiros de 18 e 32 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do país. Ela revelou que 16% destes jovens, de fato, não estão trabalhando nem estudando – 25% deles estão desempregados, um número puxado ainda mais para cima por conta da crise econômica. Por outro lado, 30% dos entrevistados trabalham e estudam, uma amostra de quase o dobro dos “nem-nem”.

“É comum ouvirmos que se trata de uma geração pouco comprometida com o trabalho, mas, talvez pelo nível alto de desemprego, o que se vê é que estão dispostos a abrir mão de várias coisas para conseguir um trabalho”, disse Danielle. Entre os pesquisados, 18% informaram que trabalhariam fora de sua área de atuação, 32% aceitariam ganhar menos do que ganhavam e 45% aceitariam uma jornada maior de 40 horas semanais.

Para 45% destes jovens da geração Y, as organizações oferecem hoje pouca oportunidade de crescer e, para 63% deles, há poucas oportunidades para profissionais iniciantes ou com pouca experiência. Entre os pilares culturais mais valorizados em uma organização aparecem o incentivo à geração de ideias, assinaldo por 54%, e uma comunicação aberta e transparente, com 47% de manções.

Contrastam por outro lado, com pilares como priorização de desempenho financeiro, monitoramente rígido de performance e horários e hierarquia forte, que foram mencionados, respectivamente, por 11%, 8% e 7% dos pesquisados.

Empreender está no topo das pretensões deste público – esta opção foi assinalda por 49% dos entrevistados quando perguntados em que lugar gostaria de trabalhar. Foi seguida por empresas de tecnologia (com 48%) e, em terceiro lugar, pelas grandes corporações, com 37%.

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site da MindMiners e pode ser acessada aqui.






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