O que a Geração Z e os Millennials têm em comum?

Totalmente tecnológicos, os Millennials mal entraram no mercado e já abriram as portas para uma nova geração. Confira o que eles pensam sobre isso

Por: - 1 ano atrás

Crédito: Grupo Padrão

As empresas ainda nem conseguiram decifrar o que se passa na cabeça de um Millennial e já surge no mercado os jovens da Geração Z. O Conarec 2017 debateu a identificação dos nascidos na era dos aplicativos e smartphones em relação aos Millennials.

“Assim como os Millennials, nós ‘da Z’ não gostamos de rótulos”, dispara Iolanda Paz, diretora de audiovisual da empresa jornalismo Júnior da USP. “Não conheço nenhum jovem que acorde, olhe no espelho e diga para si: ‘Eu sou um jovem de determinada geração’”, completa.

Os rótulos também não sustentam a imagem de Caroline Verre, head de Relações Públicas do Grupo Padrão e Millennial. “Acabo vendo em mim algumas características que são dadas aos Milllennials, como estar sempre conectada ao celular. Mas não acredito que somos uma geração vazia ou superficial”, defende.

Carolina Fuga, head de Operações da Veduca e que também está entre os membros da Geração Y, concorda. “A minha geração está muito mais preocupada com questões sociais. Como uma geração que se preocupa com o ambiente que vive pode ser considerada vazia? As empresas que ainda não aprenderam a nos entender”, diz.

Mercado

Para Ana Uliana, public affairs intern da BMS, a dificuldade das empresas em decifrar os jovens é uma das principais entraves da nova geração no mercado de trabalho. “É muito difícil para um jovem ter autonomia no mercado de trabalho. Querem nos colocar em caixinhas, em funções que eles acham melhores tendo como base nossa idade não nossas qualidades”, diz.

Pelo mesmo motivo Rafael Sampaio, gestor de consultorias da ESPM Social, largou a faculdade e foi passar seis meses na China. “Fui para o outro lado do mundo para encontrar o meu papel na sociedade. Ter um valor é muito importante para os jovens hoje”, diz.

Criação

Lina Lopes, diretora do Lilo.Zone, acredita que os rótulos são uma invenção pós-geração. “Os rótulos servem mais de suportes para as empresas do que para os jovens se identificarem. Mas eu quero imaginar o futuro e antecipar os problemas, não estou preocupada com a praticidade que as empresas querem exigir da gente hoje”, diz.

Para o jornalista Caio Blinder, apresentador do Manhattan Connection, as empresas têm um grande desafio de atender esses jovens. “O trabalho das empresas é enquadrar essas pessoas, mas os jovens não querem ser enquadrados e isso não é algo dessa geração. Quando eu tinha 20 anos, também não acordava dizendo eu sou um Baby Boomber, como se eu fosse uma categoria de sociologia ou marketing”, conclui.