Com menos gente e mais lojas, maiores redes do varejo elevaram rentabilidade

Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 analisou o nível de rentabilidade por loja das 350 maiores redes do setor e ela cresceu, apesar da crise. Entenda

Assim como qualquer empresa, o varejo também teve de rever o quadro de funcionários durante a crise. Segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), foram eliminados mais de 175 mil postos de trabalho em 2015 e mais de 179 mil em 2016.
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Ainda assim, mesmo com quadros mais enxutos, um grupo de varejistas relevantes conseguiu elevar os resultados por loja ainda assim. Eles fazem parte das 350 maiores redes de varejo do País, analisadas pelo Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017, que está em sua terceira edição.
A publicação reúne as análises das companhias de 12 segmentos do varejo realizadas pelo CIP – Centro de Inteligência Padrão, em parceria com a Serasa Experian e a Mastercard.
O estudo mostra que as grandes empresas presentes no ranking conseguiram elevar em 5,6% a rentabilidade por loja, mesmo com um quadro de funcionários que cresceu apenas 0,4% no mesmo período e um número de lojas 2,6% maior.

Análise por segmento

Dos 12 segmentos analisados, metade apresentou queda no número de funcionários, com destaque para Livrarias e Papelarias, que registrou recuo de 10%, apesar de elevar o número de lojas em 4,2%. Apesar disso, apenas quatro apresentaram recuo de rentabilidade por loja, com destaque para Materiais de Construção, que teve recuo de 10,2%, apesar do crescimento de 9,7% no número de lojas.
O recuo na rentabilidade do setor é resultado de um período difícil. De todos os segmentos, Material de Construção é o mais dependente de crédito – ao lado de Eletroeletrônicos e Móveis – e tem ciclo de jornada de compra mais longa. Ou seja, a frequência de compra do consumidor nesse segmento é mais espaçada.
Além disso, as lojas do setor normalmente têm altos custos operacionais, por serem maiores exigirem mais funcionários.
Embora dependentes de crédito também, as lojas de Eletroeletrônicos e Móveis conseguiram elevar em 9,5% a rentabilidade por loja, apesar do forte recuo de 8,3% no número de funcionários. O dado mostra que o setor conseguiu mostrar resiliência e garantir a eficiência que foi forçado a buscar por conta da crise – os resultados vieram logo.
Outro setor interessante de ser analisado é o Atacarejo. Ele elevou em 17,9% as contratações e em 5,1% o número de lojas. A rentabilidade por loja, por sua vez, aumentou 14,3%. Os dados são claros em mostrar o crescimento acelerado deste segmento que acompanhou o comportamento mais conservador de gastos dos brasileiros. Mas eles também sinalizam que o segmento ainda não está tão eficiente quanto os demais.
Confira os dados de rentabilidade no infográfico abaixo:

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