Internet das Coisas é vista com bons olhos pelos brasileiros

Um estudo global da Unisys aponta que os brasileiros estão entre os consumidores que mais apoiam o desenvolvimento de Internet das Coisas. Veja

A Internet das Coisas está entre os conceitos tecnológicos mais abordados nos últimos tempos. A capacidade dos dispositivos de se conectarem e conversarem entre si gera bastante expectativa (e levanta até algumas preocupações). Para os brasileiros, principalmente aqueles considerados early adopters, a IoT é um tema empolgante. Segundo a pesquisa Unisys Security Index™ 2017, realizada pela Unisys, os brasileiros estão entre os consumidores que mais apoiam o desenvolvimento dessa técnica – principalmente para facilitar o dia a dia e trazer segurança.

Leonardo Carissimi, diretor de soluções de segurança da empresa para América Latina, lembra que as previsões indicam que, em 2020, o mundo terá 50 bilhões de equipamentos conectados. Não à toa, o tema ganha força a cada dia.

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Entre os mais de mil entrevistados residentes no Brasil, 92% é favorável à implementação de um botão de emergência em celulares e relógios inteligentes (smartwatches) para alertar a polícia sobre sua localização em caso de uma emergência, por exemplo. Apenas dois dos 13 países pesquisados registraram um apoio maior a essa aplicação – Colômbia e Filipinas empataram com um percentual de 94%.

Sensores para a localização de bagagens em aeroportos também são bem vistos: 88% dos brasileiros apoiam o uso desse tipo de dispositivo. A média global é de 74% de aceitação – na América Latina, ficamos atrás apenas da Colômbia (91%).

Uso financeiro

A pesquisa aponta que os consumidores globais estão interessados em devices que não tenham impacto financeiro. Os apps que têm relação com dinheiro, ou que estão sendo monitorados por terceiros, são vistos com desconfiança.

Aplicações que utilizem dados financeiros não são bem vistos em decorrência da preocupação dos usuários com suas informações – os entrevistados querem ter a possibilidade de controlar quando e quem pode acessar seus dados.

Em âmbito mundial, 46% desaprovaram a adoção de aplicativos que realizam pagamentos em relógios inteligentes e 36% indicaram apoio. No Brasil, 28% deles não apoiam essa utilização.

Em comparação com outros países pesquisados, os brasileiros (51%) são os que mais apoiam o uso de aplicativos de bancos ou empresas de cartão de crédito para efetuar compras utilizando relógios inteligentes. Um número muito menor de consumidores na Nova Zelândia (27%), Países Baixos (22%) e Bélgica (21%) apoiaram essa aplicação da IoT.

“Esses dispositivos necessitarão de infraestrutura, políticas públicas e regulamentação, mas, acima de tudo, segurança que garanta a privacidade dos dados”, reforça o executivo.

Vida saudável

O uso de wearables pelas seguradoras de saúde para identificar o comportamento do segurado foi o aplicativo IoT mais impopular identificado na pesquisa: 33% dos consumidores apoiam globalmente a iniciativa e 53% reprovam.

Mesmo assim, os brasileiros gostam da ideia. Entre os países da América Latina, apenas o Brasil apresentou um resultado diferente, com 50% de apoio ao uso de dispositivos fitness para envio de dados às seguradoras de plano de saúde.

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