Sensores por todos os lados – e até dentro de casa

O uso de sensores é o ponto de partida para o funcionamento de novas tecnologias. Para que isso ocorra, precisamos discutir um tema sensível: a privacidade

Por: - 2 anos atrás

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Em tempos como os nossos não faltam pessoas para dizer como será o futuro da humanidade, os chamados futuristas. Muitos deles afirmam que iremos conviver com carros voadores ou teremos robôs por todos os lados. Há aqueles mais catastrofistas, que afirmam que empregos e até pessoas podem ser exterminados por máquinas – algo, convenhamos, adequado ao mundo da ficção científica.

É difícil dizer se essas previsões vão realmente acontecer daqui a alguns anos. No entanto, em um ponto todos esses futuristas concordam: a nossa relação com a máquina será cada vez mais próxima. Para que isso ocorra, precisamos discutir muito seriamente sobre o uso de sensores espalhados por todos os lados.

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No painel de abertura do segundo dia do SAP Hybrys Live: Global Summit, a futurista Sophie Hackford falou por quase uma hora sobre os sensores de todos os tipos espalhados por todos os lados – e o impacto na vida das pessoas.

Hoje, por exemplo, usamos o celular como sensor para alimentar aplicativos como Waze ou Google Maps – o tal geolocalizador. Agora, a ideia é realmente avançarmos sobre a presença desses sensores em todos os momentos da nossa rotina. A ideia é que sensores e máquinas nos reconheçam em todos os lugares, a qualquer tempo e hora. É isso o que queremos? Se queremos customizar uma loja, se queremos facilidades ou se desejamos uma vida mais ágil, a resposta é sim!

Hackford citou o vazamento de imagens de um monitoramento de pessoas que vem ocorrendo na província de Yansheng, na China. Lá, câmeras identificam em tempo real as pessoas nas ruas e, de quebra, dão informações sobre o endereço, número de identidade social, entre outros dados. Esse é o passo seguinte no mundo dos sensores.

Inteligência Artificial

É claro que nada disso poderá ocorrer sem a presença de uma robusta inteligência artificial. A I.A será responsável por dizer aquilo que queremos ou aquilo que sabemos que queremos, mas iremos precisar. Louco? “A I.A não é para as coisas que seres humanos já sabem. É sobre coisas que não sabemos, mas que iremos precisar. A máquina vai antecipar os nossos desejos”, disse Hackford.

De fato, sensores ligados a IA podem permitir que a vida seja mais fácil. Também na China, a KFC está testando máquinas para o pagamento de comida por meio do sorriso – um reconhecimento facial como um todo, mas feito a partir do sorriso. “Até mesmo cegos poderão ‘enxergar’ o mundo a partir do olhar de um sensor, algo que já é possível nos dias de hoje”. Sensores estarão dentro de suas casas – e, de certa maneira, esses dados serão livres.

Mundo louco, não? O próprio Waze terá funções novas e, dizem alguns, serão donos dos algoritmos das ruas. Eles vão organizar o trânsito de uma cidade, algo que seres humanos falharam de maneira retumbante. É hora de realmente discutirmos a presença de sensores em um mundo onde a tecnologia depende de um principal algoritmo: o ser humano.