Venda de smartphones volta a crescer no mundo

Depois de um segundo trimestre de queda, o setor aumenta as vendas de julho a setembro. Samsung e Apple continuam liderando o mercado

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Após um segundo trimestre desapontador, quando o mercado de celulares apresentou uma queda 1,3%, as pessoas voltaram a comprar mais smartphones. Pelo menos, é o que mostra o levantamento feito pela consultoria IDC e divulgado nesta sexta-feira (3).

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De acordo com a pesquisa, entre julho e setembro deste ano, foram vendidos 373,1 milhões de celulares inteligentes em todo o planeta. Isso representou uma alta de 7,4% nas vendas em comparação ao trimestre anterior e um incremento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Esta alta tira um pouco do peso das costas do mercado. Isso porque um aumento das vendas antes do quarto trimestre, que é conhecido por ser o período de maiores vendas, ajuda animar os varejistas a adquirir mais produtos.

Domínio do Oriente

Neste último trimestre, o ranking das cinco empresas que mais vendem não sofreu alterações e reforçou um domínio das empresas orientais no setor. Somente a Apple, que foi a segunda colocada, atrás da sul-coreana Samsung, é de um país ocidental.

Ao mesmo tempo, a companhia fundada por Steve Jobs e agora comandada por Tim Cook, foi a que representou menor crescimento em volume das cinco líderes. Em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a Apple vendeu apenas 2,6% smartphones a mais – o que a manteve com uma participação de mercado de 12,5%.

A Samsung aumentou ainda mais a sua fatia no setor. Se no ano passado, a empresa apresentou marketshare de 20,9%, o aumento de 9,5% das vendas a fez crescer para uma participação de 22,3%. Neste terceiro trimestre, a companhia vendeu 83,3 milhões de unidades de celulares.

Os resultados demonstram que a última e grave crise administrativa da Samsung não afetou as suas vendas. Em agosto, o empresário Lee Jae-yong, herdeiro da Samsung, foi condenado a cinco anos de prisão após a Justiça coreana entender que ele subornou a ex-presidente Park Geun-hye, destituída em março deste ano, em troca de favores políticas.

Chinesas em busca do pódio

Samsung e Apple dominam as duas primeiras posições há tempos. As companhias chinesas, no entanto, estão em busca dessas colocações, principalmente a da vice-liderança da Apple. Enquanto a Apple espera se recuperar nas vendas com o lançamento do iPhone 8 e do iPhone X, a Huawei já encosta na gigante da maçã.

No último trimestre, a companhia aumentou em 16,1% a quantidade de celulares vendidos. As 39,1 milhões de unidades comercializadas fez a companhia crescer 1,2 ponto percentual em marketshare, a 10,5%. Agora, está apenas dois pontos percentuais da Apple.

A Oppo, outra chinesa, também apresentou alta de 19% das vendas e está com 8,2% de participação de mercado. O grande destaque do período, no entanto, ficou para a Xiaomi. Considerada a “Apple chinesa”, com lançamentos que reúnem milhares de fãs, a companhia mais do que dobrou as suas vendas de julho a setembro.

A fabricante saltou de 13,6 milhões de celulares vendidos para 27,6 milhões – um incremento de 102,6%. Em fatia de mercado, ela saiu de 3,7% para 7,4% em apenas um ano. Entre os fatores marcantes para esse crescimento exponencial, foi o grande aumento de vendas na Índia, que vem se tornando um país cada vez mais fundamental para esse mercado.






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