Sonho de consumo: como criar um vídeo que seja viral?

O que podemos aprender com as melhores práticas atuais em produção de conteúdo em vídeo? Este painel do Web Summit trouxe muitas dicas. Confira

Por: - 1 ano atrás

 

Mais de 60 bilhões de mensagens são compartilhadas em plataformas digitais diariamente. Uma competição agressiva e sangrenta para alcançar e engajar as mais diversas audiências. O que podemos aprender com cases reais de sucesso que conquistaram milhões de visualizações nas mais diversas plataformas?

Essa questão foi o tema central do painel “Como os vídeos se tornam virais: estudos de caso”, que contou com a participação de Uyen Tieu, CEO da Great Big Story; Brendan Kane, Business Influencer da Seakers; Malena Cutuli, head global de Comunicação de Marca da Shell e Shalina Sharma, diretora de Desenvolvimento e Produção de Vídeos da Fast Company. Todos são responsáveis pela produção de conteúdo para plataformas digitais e levaram ensinamentos importantes para entendermos a paisagem da produção digital e seus desdobramentos e possibilidades.

Shalina iniciou o debate questionando qual o espaço para a intuição no contexto do Analytics. Uyen procurou mostrar que a intuição é uma resposta criativa e de estilo para necessidades apontadas na análise de dados. Seus vídeos para Haplet, cheios de cor e movimento foram bons exemplos. Brendan Kane, por sua vez, foi o responsável por vídeos de grandes cantores, como Taylor Swift.

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Ele diz que o desafio é sempre convencer massas de que o conteúdo em vídeo é relevante e que vale ser compartilhado. Ele está interessado em criar marcas de alcance global, sejam empresas, pessoas ou celebridades. E o conteúdo sempre funciona como experimentos sociais. Ele chegou a testar mais de 5 mil variações de um conteúdo por 30 dias para ter certeza de qual seria realmente viral. Com o vídeo escolhido, Brendan registrou 1 milhão de fãs em menos de 30 dias para uma marca.

Malena, da Shell, mostrou o case #makethefuture, no qual a marca procurou engajar Millennials para a importância de facilitar o acesso de milhões de pessoas carentes à energia. O vídeo foi visto mais de 800 milhões de vezes em mais de 90 países. A ideia da Shell foi captar milhares de ideias de startups capazes de acelerar projetos de uso de energia e influenciadores e embaixadores da marca foram impactados e viram sentido e significado em replicar essa mensagem. Foi uma chamada à atenção global, em prol de uma missão importante para o mundo.

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Para Brendan, pensar em celebridades é um recurso, mas está longe de ser o único. “Precisamos pensar de modo estratégico, em criar histórias fortes, que motivem as pessoas a seguirem a marca, a causa – e isso pressupõe fazer o melhor vídeo possível”. Uyen diz que esse pensamento estratégico demanda disciplina, foco, vontade de aprender com erros, para fazer conteúdos melhores. “Ser sistemático é imprescindível”.

Não se trata apenas de atingir a audiência esperada, mas de levar conteúdo relevante, útil para todos. Autenticidade da mensagem, princípios claros devem ser a base do storytelling, com base em testes, aprendizado e a busca da emoção capaz de permitir a viralização do conteúdo de forma orgulhosa e imprescindível.