Para onde irão os grandes investimentos em 2018?

Quais tecnologias ganharão a atenção dos fundos de venture capital no ano que vem e quais países estarão dentro e fora desse jogo?

David Vanderwaal, vice president of marketing at LG Electronics U.S.A, talks about the LG Cloi home robot during an LG news conference at the 2018 CES in Las Vegas, Nevada, U.S. January 8, 2018. REUTERS/Steve Marcus

Para qual direção o dinheiro irá fluir em 2018? Essa foi uma questão debatida durante o maior evento de tecnologia do mundo, o Web Summit, no qual estivemos nesta última semana. A conversa, mediada por Arjun Kharpal, repórter de tecnologia da CNBC, contou com duas das maiores empresas de venture capital do mundo, representadas por seus sócios Jim Breyer, da Breyer Capital; e Dana Settle, da GreyCroft Partners. Eles trouxeram insights e recomendações sobre os investimentos mais atraentes para 2018.
A resposta para a questão feita no início deste artigo é bastante simples e tem ocupado a mente de CEOs em todas as partes do mundo: Inteligência Artificial (IA). Nada é ou será mais estimulante para os investidores do que essa tecnologia emergente.
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O raciocínio é simples: sete entre as dez maiores empresas globais em valor de mercado são de tecnologia. E elas continuarão crescendo a taxas superiores a outras indústrias e segmentos. Não por acaso, são elas que darão vida a esses negócios portentosos multibilionários.

Foco em tecnologia

É evidente que há alguns desdobramentos atraentes – como todas as tecnologias ligadas aos dados do consumidor e a preciosidade presente neles, quando garimpados e analisados. As criptomoedas, os blockchains, os bitcoins, as assistentes pessoais… todas essas tecnologias merecerão um olhar atento por parte dos principais investidores globais.
Por fim, a equação dos investimentos em IA, Tecnologia da Informação (TI) e Machine Learning irão desembocar no porto mais sedutor do planeta: a China. A conjugação dessas tecnologias com investimentos no país mais populoso do mundo representa uma receita infalível e imbatível. As necessidades de investimento em educação e saúde são prioritárias por lá – e a entrada de capital pode captar essas demandas. Aliás, esse modelo poderá ser replicado em outras regiões.
É uma pena que o Brasil, com todas as suas demandas e carências, não faça parte do rol desses capitalistas indomáveis, donos de capitais abundantes, à procura de investimentos em praças seguras, promissoras e com perspectivas de retorno com resultados positivos para todas as partes. Continuamos fora do jogo.
*Roberto Meir é CEO do Grupo Padrão e publisher de NOVAREJO




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