E-commerce nos EUA deve fechar 2017 com crescimento de 14%

Varejo online brasileiro cresce a taxas parecidas, mas ainda é muito menor que o e-commerce nos EUA e seus mais de 100 bilhões de dólares em faturamento

O imenso e-commerce nos EUA mostra que está atingindo seu ponto de maturidade, com crescimento mais moderado ano após ano. Mesmo crescendo menos que em 2016 e 2015, o segmento na maior economia do mundo sustenta o crescimento de dois dígitos (13,8%) e atingirá, ao fim de 2017, 107,4 bilhões de dólares em vendas. Os números são do Adobe Digital Insights.

Faturamento do e-commerce nos EUA em bilhões de dólares e a taxa de crescimento anual


Em comparação, o e-commerce brasileiro faturou R$ 44,4 bilhões em 2016 e deve crescer 12% ao fim deste ano, atingindo os R$ 50 bilhões. Os dados são da Ebit.  O crescimento acompanha o aumento no acesso a smartphones e também à consolidação da cultura da Black Friday no Brasil.
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Nos Estados Unidos, a Cyber Monday, que acontece na segunda posterior à Black Friday, vem ocupando o lugar de data do comércio online que mais cresce em número de vendas. A expectativa é de faturamento de 6,6 bilhões de dólares ao fim da próxima segunda, um crescimento de 16,5%, pouco maior que os 16,4% de alta esperada para a Black Friday americana.
Esta sexta-feira deve movimentar nas lojas online dos Estados Unidos, um total de 19,7 bilhões de dólares, segundo o Adobe Digital Insights, maior que o esperado para o Brasil (15%). O faturamento da Black Friday brasileira será de R$ 2,19 bilhões, segundo estimativa da Ebit.
 

Dos shoppings ao e-commerce

Os grandes varejistas aumentaram suas receitas no comércio virtual nos Estados Unidos duas vezes mais rápido que outros varejistas no primeiro semestre de 2017, de acordo com a análise da Adobe. Isso credencia o setor a ser também o campeão em vendas online ao final da temporada de festas de fim de ano.
O aumento da participação das vendas online no total do faturamento e do número de vendas das grandes lojas acompanha a tendência de migração das grandes redes dos shoppings físicos para os e-commerce. Segundo o Credit Suisse, até 2022, 25% dos shoppings centers dos EUA devem fechar.

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