Número de endividados cresce depois de 3 anos de queda, diz CNC

Renda mensal comprometida dos endividados diminuiu, mas percepção da gravidade da inadimplência pelas famílias é maior em relação ao ano de 2016

Depois de três anos consecutivos de queda, houve aumento no percentual de famílias endividadas, alcançando a média anual de 60,8% do total das famílias brasileiras. Os dados são da pesquisa “O perfil de endividamento das famílias brasileiras em 2017”, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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O aumento de 1,2% no número de famílias com contas ou dívidas em atraso em comparação a 2016 representa aumento de 25,4% na média anual. Entre as famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso o aumento foi de 1,1% em relação ao ano anterior. O patamar mais elevado desse indicador foi registrado no mês de setembro, quando atingiu 10,9%.

Percepção de endividamento

Apesar da queda na parcela média da renda mensal comprometida com pagamento de dívidas, que caiu de 30,6% para 30,1%, a percepção das famílias é de que houve um agravamento no endividamento. A parcela das que consideram estar muito endividada passou para 14,6% e as que percebem estar mais ou menos endividadas somam 22,5%.

Maiores vilões

O cartão de crédito continua sendo o maior inimigo da saúde financeira dos brasileiros, com participação de 76,7% no total de dívidas. Apesar disso, o percentual caiu pela primeira vez desde 2010.

Em segundo lugar entre os principais culpados está o carnê, atingindo 15,7% das famílias. Em terceiro está o crédito pessoal, contraído e atrasado por 10,3%.

Destaca-se a redução do financiamento de veículos, que caiu da terceira para a quarta posição no ranking de modalidades de dívidas em 2017.

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