O futuro do varejo, segundo o CEO do Walmart

Doug McMillion, CEO do Walmart, falou durante a NRF 2018 sobre os planos do Walmart e sua visão sobre o varejo supermercadista

O futuro do varejo e os planos da maior rede de supermercados do mundo. Esta foi a tônica da apresentação de Doug McMillion, CEO do Walmart, durante a NRF 2018, maior congresso de varejo do mundo, que acontece nesta semana, em Nova York.

Para o executivo, o varejo passa por fortes transformações e a noção de que haverá um apocalipse do setor perdeu espaço. “Acho isso exagerado e é uma forma de subestimar a criatividade e a habilidade do varejo. Em último caso, a pessoa que decide se estaremos aqui ou não amanhã é o consumidor”, afirmou.

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Para lidar com o futuro e conseguir crescer, o executivo pede para que o setor dê atenção a um ponto específico: pessoas. “A grande fotografia do varejo é que é um negócio feito de pessoas. E o modo como o consumidor sente, o modo como ele deixa a loja, o site ou o aplicativo determina o quão rápido ele voltará e tem um ponto de humanidade nesse processo que realmente importa e no nosso caso são 2,3 milhões de pessoas ao redor do mundo que estão na linha de frente se relacionando com os consumidores e queremos que eles saibam o quanto nos importamos com ele e o quanto a gente valoriza o trabalho deles”, afirma o executivo.

Um dos pontos que refletem a visão de McMillion é o aumento da base de salário dos funcionários da companhia, anunciado no início deste ano. Além disso, a companhia aumentou os benefícios para o quadro. “Benefícios importam, mas também temos de mostrar que eles têm oportunidades de carreira e de crescer na rede e fazer o meu trabalho um dia”, disse.

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O futuro do negócio

O executivo afirma que as pessoas são importantes não importa o caminho que se adote no negócio. “Assim como nos transformamos em um diferente tipo de empresa de tecnologia, as pessoas que estão nesse processo serão o caminho para ganharmos”, disse.

Para este ano, os planos do Walmart incluem criar uma experiência sem atrito entre os canais. Não à toa, a companhia adquiriu a Jet.com e a Bonobos – varejistas online – e deve continuar investindo no e-commerce. Por enquanto, as vendas online da companhia só representam 12% do total das vendas.

Esse investimento não exclui a preocupação com o varejo físico. “O jeito que os consumidores querem viver sua vida hoje traz a loja e o e-commerce experiências juntas”, disse.

Para o executivo, o futuro da companhia, assim como de todo o varejo, depende da habilidade de elevar valor para os consumidores, continuar a oferecer sortimento de produtos que eles querem e melhorar a experiência do consumidor.

“Se nós formos melhores nisso do que qualquer outra pessoa, nós vamos estar aqui. Se não formos, não vamos estar”, completou.

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Com informações da NRF 2018 – Retail’s Big Show






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