Transformação digital exige derrubar os muros entre as áreas da empresa

Integração foi fundamental para que o Neiman Marcus Group virasse referência na transformação digital no varejo americano

A transformação digital é um imperativo no varejo do futuro. Porém, é preciso tomar cuidado para não cair na armadilha da implantação da tecnologia apenas pela tecnologia, sem que ela resolva de fato questões cruciais para a empresa. Quem alerta são os líderes de TI no varejo americano presentes no NRF 2018, congresso que acontece em Nova York com a presença dos maiores nomes do varejo local.

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Para atingir uma mudança realmente eficiente em suas operações por meio da tecnologia, o varejista deve focar primeiro em identificar quais áreas carecem de implementação tecnológica para depois ir atrás da solução correta. O alerta é de Scott Emmons, fundador da área de tecnologia do Neiman Marcus Group, rede de varejo de luxo.

Emmons revela que, no Neiman Marcus, o negócio on-line estava sendo executado totalmente em separado do varejo físico mesmo quando ainda não havia uma parte da empresa exclusiva para desenvolvimento de tecnologia. “Sabíamos que tínhamos muito trabalho a fazer para juntar essas experiências”, disse o especialista. Hoje, o grupo é reconhecido como líder na transformação digital no varejo americano.

O Neiman Marcus Group tem sido reconhecido pelo pioneirismo no comércio eletrônico e nas ações para transferir essa eficiência para as lojas físicas.

Antes de avançar, um passo atrás

Durante o Congresso, Leslie Hand, vice-presidente da IDC Retail Insights, disse que a transformação digital no varejo significa mais do que simplesmente adicionar tecnologias digitais ao plano de negócios padrão. Os varejistas precisam repensar seus modelos de negócios, estrutura organizacional, estratégias, gerenciamento de informações e as tecnologias e processos pelos quais o varejista vai envolver o seu cliente.

Mais de metade dos varejistas dizem que estão em algum estágio ativo da transformação digital. “Na maioria das vezes, os varejistas se concentram na tecnologia e não transformam a concepção do modelo comercial”, diz Hand.

Para a vice-presidente da IDC, os comerciantes devem pensar menos em soluções de tecnologia específicas e mais sobre seus negócios em geral. “Dê um passo atrás e pense em quem são seus clientes e o que eles realmente esperam de você. Quem você quer que seu cliente seja e de quem você precisa para satisfazer as necessidades desse cliente?”

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