5 passos para “fazer diferente”

“A obrigação de produzir aliena a paixão de criar”, afirma Hilaine Yaccoub. Veja um passo-a-passo sugerido por ela para resgatar a criatividade

Por: - 10 meses atrás

Ao longo da minha atuação em empresas sempre encontro profissionais ávidos em se renovar. A Antropologia do Consumo, por tratar de temas mais palpáveis e com maior possibilidade de aplicação no mercado publicitário, aparece como uma grande promessa para tal.

Pois é… creio que não estão errados. A Antropologia, quando levada a sério e estudada de forma profunda e criteriosa, tem, sim, o poder de transformação. Não estou aqui pregando ou defendendo um caminho de iluminação pautada em crenças e sim no poder do conhecimento.

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A busca pelo conhecimento sem atalhos tem essa característica… a epifania de se descobrir, de entender o que está a nossa volta e, minimamente, perceber e compreender as diferenças. Estudar Antropologia é mais sobre o outro e a gente do que simplesmente estudar as diversidades.

Na minha percepção há um componente forte na Antropologia, e não é pelas suas linhas de estudo e sim pela sua prática cotidianamente, por isso pode ser sim uma forma de inovação pessoal no campo social. Inovar não é partir do que já existe e melhorar? Não é valor percebido? Pois então…

E como seria desenvolver virtudes para inovação?

1. Primeiro passo

Seja rebelde e saiba abrir mão das suas certezas

2. Segundo passo

Seja curioso: a curiosidade estimula as pessoas a enxergar o mundo de diferentes perspectivas e a questionar. Combater o conformismo é uma premissa que precisa estar presente em nosso dia a dia.

3. Terceiro passo

Troque informações, seja multidisciplinar, aposte na rede.

Um dos capitais mais importantes que temos é o capital social, portanto, conecte-se virtual ou presencialmente, não importa, veja o outro como um grande meio de conhecimento.

4. Quarto passo

Inovar a obra – ser capaz de reinventar as formas de fazer, de se abrir para o novo. Mude sempre o seu processo – melhore o jeito de fazer as coisas. Precisa haver recorrente mudança, interaja com pessoas com diferentes narrativas e formas de pensar, ousadia é um dos maiores recursos que se pode ter.

5. Quinto passo

Trabalhe com o cliente e não para cliente. Aprenda com a co-criação, escute seu interlocutor, estabeleça uma relação com ele. Assumir nossas limitações não é ruim é salutar.

Este último passo aprendi na prática. Sempre digo para meus clientes: “você entende do seu produto, mas eu entendo de gente, então precisamos unir forças”. E há sempre uma construção conjunta de conhecimento, esse é o futuro, a interdisciplinaridade, a troca, o ganha-ganha e o cede-cede.