Confiança dos empresários do comércio cresce 15% em janeiro

Indicador da CNC mostra retomada na confiança dos empresários do varejo e com ela melhoram as perspectivas de investimentos. Entenda

A confiança dos empresários do comércio cresceu 15% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Apesar da alta, o indicador ainda se mantém na zona de indiferença, com 110,1 pontos. O indicador varia de 0 a 200 pontos. Abaixo de 100, a confiança fica na zona do pessimismo, acima disso, começa a entrar na zona de otimismo.

Segundo a Confederação, na comparação com dezembro, houve alta de 1,1% na confiança.

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Quando perguntados sobre as condições atuais, os varejistas sinalizaram melhora na percepção em todos os itens avaliados (economia, setor e empresa), com destaque para a economia, com aumento de 64,3%.

Neste janeiro, 43,6% dos comerciantes consideram o desempenho do comércio melhor do que há um ano e, para 37,4% dos entrevistados, a avaliação sobre a economia é mais positiva na comparação anual.

“A melhora gradativa das condições econômicas, o recuo nas taxas de juros, a inflexão do mercado de trabalho e a trajetória favorável da inflação proporcionaram uma elevação da confiança do empresário no curto prazo”, explicou, em nota, Bruno Fernandes, economista da CNC.

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Investimentos

Com o aumento da confiança sobe também a intenção de investir no próprio negócio. Segundo a pesquisa, essa intenção cresceu 11,8%, em relação a janeiro de 2017.

Ao analisarmos os subíndices do indicador, a intenção de investir na empresa cresceu 21%. A intenção de contratar mais funcionários subiu 12,2% e a intenção de renovar os estoques aumentou 3,8%.

O porcentual de renovação de estoques poderia ser maior não fosse o nível em que eles se encontram agora. De acordo com a CNC, para 27,5% dos comerciantes consultados em janeiro, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, proporção menor do que a apontada em dezembro (27,9%).

Esse percentual, que indica insatisfação quanto ao nível dos estoques, tem reduzido e converge, mês após mês, para a média histórica do indicador (24,8%).

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