Prazer, Blockchain! Mas pode me chamar de internet da confiança

O grande trunfo de segurança do Blockchain não está relacionado apenas a sua tecnologia. O grande trunfo é bem mais humano: é a confiança

Pixabay

Um das primeiras barreiras de desconfiança do blockchain diz respeito a segurança. É algo natural, uma vez que estamos diante de uma tecnologia emergente e que ganhou notoriedade por causa de um dos seus subprodutos: o Bitcoin e todas as outras criptomoedas.

Leia também: ESPECIAL BLOCKCHAIN: A TECNOLOGIA POR TRÁS DO BITCOIN

Entender o Blockchain, como já mencionado anteriormente, é mais fácil do que parece: as informações são armazenadas em uma espécie de bloco. Cada bloco (de dado) contém uma espécie de assinatura digital, a chamada “hash” — o hash funciona basicamente como uma impressão biométrica. Em suma, o hash é a garantia criptográfica de que as informações desse bloco de dados não serão violadas.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

Quando um novo bloco é criado, além de ter uma hash própria, o também o transporte da hash do bloco anterior. Tem-se então o motivo do nome blockchain: a corrente de blocos.

Mas e quanto a segurança?

De acordo com Carl Amorim, country executive da Blockchain Research Institute, o segredo da segurança do blockchain não está necessariamente na criptografia. O trunfo é a confiança entre usuários – por isso o apelido do blockchain de A Internet da Confiança.

“Você precisa de um consenso para entrar na rede. Para fazer qualquer tipo de fraude, é necessário um computador mais rápido e mais poderoso que todos os computadores que compõem a corrente de blocos. Em outras palavras,  você teria que fraudar todos esses computadores e ao mesmo tempo. A grande trunfo não está na criptografia ‘ inviolável’. O segredo está na distribuição da informação, pois qualquer tipo alteração em um arquivo dentro do blockchain seria tão caro que é melhor trabalhar em favor dessa tecnologia e não contra”, explica Amorim.

Outra dificuldade para quebrar essa corrente de confiança é o alto consumo de energia elétrica. Em tese, invadir uma corrente de blocos dessa magnitude demandaria uma quantidade de energia similar ou maior que aquela usada em toda a corrente. Por exemplo: se 100 milhões de computadores estiverem na corrente, seria preciso uma quantidade de energia no mínimo igual a 100 milhões.

Impossível de invadir? A breve história dos hackers mostra que não há segurança totalmente inviolável. No entanto, estamos diante do que há de mais seguro em transmissão de dados. E isso gera confiança, que é justamente a base do blockchain.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS