Especial Varejo de Nicho: um mercado que deve crescer em 2018

Eles conquistam grupos de consumidores e conseguem um engajamento maior do que negócios de mercados de massa. Entenda porque o varejo de nicho deve crescer

A internet foi capaz de globalizar até mesmo culturas muito distantes de nós, como o artesanato oriental. Por meio da rede mundial, a arte amigurumi expandiu-se por vários mercados até chegar ao Brasil. Originada no Japão, esse tipo de arte é empregado na produção de bonecos artesanais feitos em crochê ou tricô.

A designer brasileira Priscila Santos encantou-se por essa arte e buscou referências na internet para começar a desenvolver seus primeiros bonecos. Cozinheira e costureira, ela diz ter herdado o talento para atividades manuais da parte indígena de sua família. Ao unir histórico familiar, cultura nativa e acesso a referências artísticas de outros lugares ela criou, há quatro anos, a Carula Handmade, marca de design e produção de bonecos em amigurumi.

Priscila relata que a arte amigurumi tem ganhado espaço nas áreas de decoração e bonecos fisionômicos no Brasil. “Os bonecos de amigurumi também estão entrando no mercado para substituir bonecos de plástico e podem ser dados para crianças de diferentes idades”, afirma.

Não demorou muito e a designer foi procurada por outras costureiras interessadas em aprender a técnica amigurumi, que é uma espécie de evolução do crochê e do tricô porque produz peças fechadas, trabalhadas em espiral e que possibilita dar forma mais precisa e criar personagens.

A expectativa da Carula Handmade é crescer 100% em 2018 – um crescimento e tanto em um mercado tão particular e que, em princípio, parece ter um público restrito. O mercado em que Priscila está é considerado de nicho – um segmento que conquista consumidores com perfis determinados e que parece ser pequeno, mas não é. Com o crescimento da internet e do e-commerce no Brasil, quanto mais específico o negócio, maior a chance de captar a atenção e a carteira dos consumidores.

Hannah França, analista de acesso a mercados do Sebrae, explica que, em mercados de nichos, o diferencial competitivo é o principal fator de sucesso de uma marca. O Sebrae realizou um estudo que identificou 50 segmentos de nicho promissores para quem quer empreender. E o de bonecas, sim, é um deles.

Setores de nicho, segundo Hannah, são aqueles com uma base menor de consumidores ou voltados a uma parcela da população que não se vê contemplada pelos serviços e produtos oferecidos pelos mercados massificados. “A partir da homogeneização de uma base de clientes é possível definir que existe ali um mercado de nicho. O que separa um negócio de nicho de um de massa são os processos de produção e distribuição, o público alcançado e a personalização do atendimento e dos produtos”, explica.

Priscila, a criadora da Carula, aposta na divulgação e na proliferação do conhecimento técnico que possui sobre a arte amigurumi para fazer a marca crescer. Além da venda de bonecos, ela também oferece cursos de iniciação nessa técnica para, com isso, atrair novos clientes, expandir os serviços prestados e aumentar o faturamento. Hoje, 70% do faturamento é oriundo dos cursos e 30% vem das vendas. A ideia é apostar em cursos profissionalizantes a partir do ano que vem.

Leia aqui o Especial completo sobre Varejo de Nicho e veja onde estão as oportunidades para crescer ainda neste ano. 






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