4 Motivos que estão levando a Levi’s a trocar sua mão de obra por robôs

Em 3 anos, a varejista de moda Levi’s espera trocar toda sua mão de obra humana pelo trabalho de robôs no processo de acabamento das peças. Saiba os motivos

Até fim de 2020, a Levi’s, marca da Levi Strauss, espera trocar seus funcionários por máquinas a laser no setor de acabamento de peças. Os processos de corte, picotagem e até cozimento das peças, para dar aquele toque descolado, são hoje realizados por humanos. Segundo informação do Financial Times, em três anos, toda mão de obra que faz esse trabalho deve ser substituída por robôs.

A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora! 

Hoje, a marca já produz 150 milhões de calças jeans todos os anos, mas o número tem se mostrado insuficiente para fazer frente à concorrência. Conheça os quatro motivos que estão levando a Levi Strauss a robotizar todo o setor de acabamento da marca Levi’s.

1. Interromper a queda nas margens de lucro

A implementação do novo processo de acabamento nos produtos da Levi’s vem depois de a empresa anunciar queda de 3% nos lucros em 2017, enquanto o mercado mundial experimentou 8% de aumento no faturamento. Espera-se uma redução severa nos custos de produção para retomar as antigas margens de lucro.

2. Reduzir o tempo de produção

Os lasers fazem em 90 segundos o trabalho de queima e pigmentação de tecidos que os trabalhadores realizam em um tempo muito maior, entre seis e oito minutos. O Financial Times afirma que, a robotização da produção deve impactar principalmente os mercados de trabalho de Bangladesh e México, para onde são encaminhadas as peças para acabamento.

3. Voltar a lançar tendência

Por incrível que pareça, a Levi Strauss, famosa por lançar tendências, está ficando para trás também nesse quesito. A demora para lançamento das peças está inviabilizando o lançamento das coleções enquanto elas ainda estão no auge.

4.Desafiar o fast fashion

A marca tem encontrado dificuldades para acompanhar o mercado de fast fashion, com roupas a custo muito baixo, produzidas, em grande parte, na Ásia. A OMT estima que 40 milhões de pessoas estejam empregadas no setor só no continente asiático, famoso pelo seu baixo custo de mão de obra.

Leia também 

Consumo das famílias registra melhora significativa em fevereiro




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS