Robotização mínima da produção significaria 2% de crescimento para o comércio

Pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta ainda que medo do desemprego por conta da robotização já é realidade no mundo todo

Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontam que o emprego da Inteligência Artificial e outras tecnologias no setor produtivo na América Latina pode fazer crescer o número de vendas no continente. Segundo a análise, com apenas 10% de robotização da produção é possível alavancar em 2% os resultados no comércio.

A informação está também no livro Robotlución, que fala sobre a transformação digital na América Latina. O autor, Gustavo Beliz, diretor do Instituto para a Integração da América Latina e Caribe (INTAL), do BID, alerta que esse crescimento só será possível com um processo de recuperação da indústria no continente.

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Beliz diz ainda que é fundamental a criação de planos nacionais de transformação digital e investimento dos setores público e privado num processo que ele chama de “recognização” do trabalho, que consiste em preparar a mão de obra para o mundo digital. “É preciso repensar o capital cognitivo de empresários e trabalhadores para integrar as novas tecnologias”, afirma Beliz.

Fim do trabalho?

O especialista alerta que o trabalhador está em pânico com as notícias a respeito da participação dos robôs na economia. Pesquisas do BID afirmam que 70% dos trabalhadores latino americanos têm medo de que seus empregos sejam roubados pelos robôs. No mundo, apenas um milhão de trabalhadores especializados treinam um exército de máquinas, que substituem o trabalho humano.

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Para minimizar os efeitos da destruição de postos de trabalho e promover as inovações tecnológicas, Beliz afirma que deve haver um esforço regional e setorial. “Não será o fim do trabalho, mas sim das ocupações. A revolução digital e a indústria 4.0 pede governos 5.0. Há carência de conhecimento para utilizar as ferramentas de análise de dados, por exemplo, nos setores produtivos, sociais e governamentais”, explica.

Startups e a integração continental

Beliz destaca ainda o crescimento no número de startups no continente com valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares, os chamados unicórnios. Para ele, as startups locais são “exemplo da confluência de vários setores, inclusive da parceria entre médias e pequenas empresas”.

A pesquisa do BID aponta que 8 em cada dez latino americanos defendem a integração regional, com os países atuando juntos em vários setores. A principal defesa é do livre comércio de bens e mercadorias na região, seguida pela livre circulação da mão de obra. “Em tempos de xenofobia e segregacionismo, a América Latina tem um capital para o desenvolvimento que é seu espírito de integração”, avalia Beliz.

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