Depois de polêmicas, Nestlé vende suas marcas de água no Brasil

A Nestlé vendeu suas marcas nacionais, entre elas a São Lourenço, que teve exploração das reservas contestadas pelo Ministério Público

A Nestlé Waters vendeu sua operação no Brasil para o grupo nacional Edson Queiroz. Com isso, o grupo passa a ser dono das marcas São Lourenço e Petrópolis e das fábricas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Além disso, a empresa brasileira passa a ter a licença da marca Nestlé Pureza Vital, vendida também em outros países, e a concessão para distribuição das marcas Perrier, S.Pellegrino e Acqua Panna. As marcas premium foram responsáveis por boa parte do crescimento da Nestlé Waters no mundo.

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A multinacional de origem suíça resolveu abrir mão da operação de águas no Brasil, mesmo com os resultados positivos nos mercados em desenvolvimento, como o Brasil, conforme apontou relatório da própria Nestlé referente aos resultados de 2017.

A operação entre Nestlé e Edson Queiroz será agora submetida à aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Polêmicas

O encontro entre o presidente Michel Temer e o CEO da Nestlé, o belga Paul Bulcke, no dia 24 de janeiro, em Davos, reascendeu as especulações sobre a privatização de parte das reservas de água do Brasil. O encontro aconteceu no Fórum Econômico Mundial e foi a portas fechadas.

As críticas sobre a relação da Nestlé com a água brasileira acentuaram-se durante a exploração da reserva de São Lourenço, no Parque das Águas, em Minas Gerais. O Ministério Público solicitou estudos para comprovar que a Nestlé não estava retirando água em excesso das reservas. A Nestlé se manifestou afirmando que tirava apenas 44% do total permitido.

A empresa encomendou estudos para provar, mas os resultados nunca foram divulgados e a questão ficou em aberto.

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