Número de procedimentos médicos pagos por planos tem nova alta

Levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostra um aumento no número de procedimentos médicos pagos pelos planos de saúde

Por: - 4 meses atrás

Pixabay

Na semana passada, a Consumidor Moderno exibiu os dados do Mapa Assistencial, um estudo desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que mede o total de procedimentos realizados pelas empresas que oferecem planos de saúde. O levantamento divulgado no dia 3 reforça a preocupante tendência de aumento no uso dos procedimentos – e que tem servido de argumento para a adoção de modelos de planos de saúde nas modalidades franquia e coparticipação.

LEIA MAIS SOBRE FRANQUIA E COPARTICIPAÇÃO

De acordo com os dados, em 2017, o setor de planos de saúde contabilizou mais de 1,51 bilhão de consultas médicas, outros atendimentos ambulatoriais, exames, terapias, internações e procedimentos odontológicos. O número representa um aumento de 3,4% em relação à produção assistencial registrada em 2016 (em números absolutos), ano em que o setor totalizou 1,46 bilhão de procedimentos efetuados.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

Com exceção do número de consultas, que apresentou pequena redução em relação aos dados do ano anterior, todos os demais procedimentos tiveram aumento, em especial o volume de atendimentos ambulatoriais (11,2% de aumento) e terapias (10,3% de aumento). Confira aqui a íntegra da publicação Mapa Assistencial da Saúde Suplementar 2017

Dentre as consultas, o maior volume foi registrado na especialidade clínica médica (28 milhões), seguido de ginecologia e obstetrícia (19,8 milhões). Entre os exames mais realizados, os destaques foram radiografia (33 milhões), hemoglobina glicada (12 milhões) e ressonância magnética (7,4 milhões).

Ressonância

O número de exames de ressonância magnética por mil beneficiários, de acordo com as informações encaminhadas pelas operadoras à ANS, passou de 149 em 2016 para 158 em 2017. Outro exame que é realizado em grande volume, a tomografia computadorizada passou de 149 em 2016 para 153 em 2017 (por mil beneficiários).

Entre os demais atendimentos ambulatoriais, o destaque ficou por conta das consultas/sessões com fisioterapeuta (43,27 milhões). No rol das terapias, quimioterapia e hemodiálise crônica se destacaram (2,25 milhões e 2,15 milhões, respectivamente).

As internações por mil beneficiários passaram de 170 para 180 entre 2016 e 2017, tendo apresentado um aumento de 6% no período. Dentre as causas selecionadas de internação informadas à ANS, o maior volume se deu entre as doenças do aparelho respiratório (551,16 mil), doenças do aparelho circulatório (506,77 mil) e as neoplasias (333,05 mil).

Câncer

Nesta edição do Mapa, é apresentada uma análise das internações cuja motivação principal refere-se a uma das quatro neoplasias (ou tipos de câncer) que foram oferecidas aos beneficiários: câncer de mama, câncer de colo de útero, câncer de próstata e câncer de colón e reto. De acordo com as estimativas realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o biênio 2018/19, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma, o somatório das estimativas desses quatro tipos de câncer responde por 43,3% do total estimado de novos cânceres para 2018, o que demonstra a relevância do estudo da questão na saúde suplementar.

Abaixo, veja os gastos (em R$) dos planos de saúde com procedimentos médicos:

ANS