Proporção de famílias paulistanas endividadas cai em junho

Segundo pesquisa realizada pela FecomércioSP, as famílias ainda evitam se comprometer com dívidas em virtude das incertezas no cenário econômico

O número de famílias paulistanas endividadas caiu em junho, segundo pesquisa da FecomércioSP.  A taxa de endividamento ficou em 49,4%, 1,7 ponto percentual inferior aos 51,1% de maio e 0,3 ponto percentual na comparação anual. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela entidade, que teve uma amostra de aproximadamente 2,2 mil consumidores entrevistados na capital paulista.

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A taxa de inadimplência, ou seja, a proporção de famílias que não conseguiram quitar suas dívidas até a data de vencimento, permaneceu tecnicamente estável, passando de 19,3% em maio para 19,2% em junho. São mais de 750 mil famílias nessa situação. O porcentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso no próximo mês caiu de 9% em maio para 8,1% em junho, praticamente igual ao apurado no mesmo mês do ano passado (8,2%).

Pouco mais da metade das famílias inadimplentes (51,7%) declararam ter contas em atraso por mais de 90 dias. O restante está dividido de forma parecida entre até 30 dias (24,2%) e entre 30 e 90 dias (22,3%).

Renda

Na segmentação por faixa de renda, as famílias com renda mensal de até dez salários mínimos foram as que tiveram maior redução no endividamento. Para esse grupo, a taxa caiu de 56,3% em maio para 54,2% em junho.

Para as que têm renda superior aos dez salários mínimos, o endividamento ficou praticamente estável: 35,5% ante 35,9% de maio. Em relação às famílias inadimplentes, no grupo de renda acima de dez salários mínimos houve um pequeno aumento da taxa, de 6,7% para 7,4%. Para o grupo abaixo dessa faixa, a proporção passou de 25% para 24,5%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda do endividamento ao longo dos últimos três meses e a estabilidade da inadimplência demonstram que as famílias paulistanas estão evitando se comprometer com dívidas, mas, ao mesmo tempo, com dificuldades de pagar os compromissos já feitos.

“Esse quadro é um reflexo da lenta recuperação do mercado de trabalho, afinal, é o emprego que dá garantia e segurança para que elas contraiam crédito”, diz a entidade.

Tipo de dívida

O cartão de crédito seguiu como o principal tipo de dívida, com 70,1%, tecnicamente igual ao mês anterior (70,2%). Entretanto, ficou 1,9 ponto percentual abaixo do registrado em junho de 2017.

Na segunda posição apareceram os carnês, com 16%. Na sequência, vieram financiamento de carro (13,6%), crédito pessoal (12,7%) e financiamento de casa (10%). Os demais tipos de dívida, como cheque especial, pré-datado, consignado, ficaram abaixo dos 10%.

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