Intenção de consumo das famílias sobe 10,3% em julho

Segundo a entidade, houve uma elevação no consumo na comparação anual, porém, o resultado dos últimos meses ainda mostram relutância nos gastos

Crédito: Jacques Meir

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu em comparação a julho do ano passado, segundo  apuração da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A entidade diz que o indicador teve alta de 10,3% na comparação anual e queda de 3,9% ante junho – a quarta consecutiva.

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Todos os sete itens que compõem o ICF ficaram abaixo da pontuação de junho, fato que não ocorria desde maio de 2016, quando o País atravessava o auge da crise política, com o processo de impeachment. O maior recuo foi notado no item Perspectiva de consumo (7,9%). Em apenas dois meses, a proporção de entrevistados que declarou que o nível de consumo nos próximos meses de sua família e da população em geral tende a ser menor do que há um ano subiu de 35,6% para 41,4%.

Ainda de acordo com a Federação, para o curto prazo, a tendência é a mesma. O item Nível de consumo atual caiu 3,6%. A maioria (54,1%) ainda aponta que está consumindo menos do que há um ano. O item Renda atual regressou ao patamar pessimista, com queda de 2,7% em relação a junho. Desta forma, voltou a ter a maioria dos entrevistados (33%) que respondem que o atual nível de renda está pior do que no mesmo período do ano passado.

Os dois itens relacionados ao emprego, Emprego atual e Perspectiva profissional, recuaram 2% e 2,3%, respectivamente. No entanto, são os únicos que ainda estão no patamar otimista, segundo a FecomércioSP.

Com a instabilidade na renda e no desemprego, os bancos voltam a ficar mais seletos na oferta de crédito e as famílias sentem isso. O item Acesso ao crédito caiu 3,3% e, em julho, foram 42% dos entrevistados que responderam que está mais difícil, em relação ao ano passado, conseguir empréstimos para compras a prazo.

Faixa de renda

A queda na intenção de consumo também ocorreu em ambas as faixas de renda analisadas. A maior variação negativa foi de 5,1% para o grupo com renda superior a dez salários mínimos.. O índice do grupo com renda inferior a dez  salários mínimos caiu menos (3,4%).

De acordo com a Federação, essa sequência negativa que se iniciou em abril evidencia a deterioração das condições econômicas das famílias. A economia mais fraca e a incerteza política geram preocupações em relação a renda e emprego, fatores fundamentais para incentivar o consumo das famílias.

Portanto, o indicador se junta aos outros índices de confiança da FecomercioSP, do consumidor e do empresário do comércio, que estão registrando quedas nos últimos meses. Para a Entidade, o comércio ainda deve continuar mostrando taxas positivas no segundo semestre ajudado pela base fraca de comparação, entretanto, com variações mais baixas de crescimento, consequência desse crescente receio das famílias no cenário econômico brasileiro e riscos no mercado de trabalho.

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